Treinamento no HM reúne centenas de profissionais e reforça preparo para casos de sepse
Leia + sobre saúde

O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, promoveu nesta semana um treinamento integrado sobre sepse que reuniu centenas de profissionais da assistência, incluindo médicos e enfermeiros do HM e das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Dona Rosa e Dr. Carlos Gomes Ramos (São José).
Realizada de forma presencial e online, a capacitação foi ministrada pelo infectologista Dr. Paulo Pera Neto e teve como objetivo atualizar as equipes sobre o reconhecimento e a abordagem da sepse, reforçando a importância da identificação precoce e da adoção rápida das condutas adequadas diante de pacientes com suspeita da condição.
Durante o treinamento, o infectologista apresentou informações gerais sobre a sepse, definida como uma disfunção orgânica aguda com risco de vida causada por uma resposta desregulada do organismo à infecção. Entre os temas abordados esteve a atualização dos protocolos, com a classificação dos casos e a abordagem da incerteza diagnóstica.
A capacitação incluiu ainda a discussão de casos clínicos, utilizados para exemplificar situações encontradas na prática assistencial e estimular a análise dos profissionais diante de diferentes cenários, e a apresentação de dados que dimensionam o impacto da condição como problema de saúde global e no ambiente hospitalar.
“A sepse é uma condição grave que exige atenção e uma atuação rápida e adequada. Por isso, o reconhecimento precoce é de extrema importância. A discussão de casos clínicos permite aproximar o conteúdo da realidade da assistência e refletir sobre diferentes possibilidades diante de um paciente com suspeita de sepse. A atualização dos protocolos também é importante para dar mais segurança aos profissionais na avaliação e condução de cada caso”, destacou o infectologista.
A realização do treinamento com profissionais de diferentes unidades contribuiu para ampliar a integração entre as equipes e o compartilhamento de conhecimentos relacionados ao atendimento de pacientes com suspeita de sepse. A atualização dos protocolos busca apoiar os profissionais na avaliação dos pacientes e na tomada de decisão diante de casos suspeitos, especialmente em situações em que os sinais clínicos apresentados pelo paciente podem não permitir uma definição imediata do diagnóstico.
Para o secretário de Saúde de Americana, Danilo Carvalho Oliveira, o investimento na qualificação dos profissionais se reflete diretamente na qualidade do atendimento oferecido à população. “Ao promover uma capacitação que reúne equipes do Hospital Municipal e das UPAs, fortalecemos a atuação conjunta da nossa rede e criamos condições para que os profissionais estejam cada vez mais preparados para situações que exigem decisões rápidas e precisas. Essa é uma iniciativa que demonstra o nosso compromisso com o aprimoramento permanente da assistência em Americana”, comentou.
O diretor médico do Hospital Municipal, Dr. Fernando Bertola, destacou a importância da capacitação permanente para o aprimoramento da assistência e a integração das equipes. “A atualização e o preparo contínuo das equipes são fundamentais diante de condições graves como a sepse. Quanto mais preparados estiverem os profissionais para reconhecer os sinais de alerta e compreender os protocolos, maior a capacidade de agir de forma rápida e adequada diante de um caso suspeito. Além de atualizar conhecimentos, treinamentos como este promovem o alinhamento entre as equipes e entre diferentes unidades, fortalecendo a integração da assistência e contribuindo para uma atuação mais segura e qualificada”, afirmou.
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi e as UPAs são administrados pelo Grupo Chavantes, em gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Americana.
Sepse
A sepse é uma disfunção orgânica aguda causada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção e pode evoluir para quadros graves, incluindo o choque séptico. O reconhecimento precoce e a adoção oportuna das condutas adequadas são fundamentais para o atendimento desses pacientes.
De acordo com os dados apresentados durante a capacitação, a sepse atinge cerca de 166 milhões de pessoas e está associada a aproximadamente 21,4 milhões de mortes por ano no mundo. Isso significa que a condição está relacionada a 31,5% das mortes globais, consolidando-se como um importante problema de saúde pública.
No Brasil, de acordo com dados apresentados pelo Dr. Paulo Pera Neto, pacientes com sepse ou choque séptico ocupam cerca de 30% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais, e o índice de mortalidade relacionado à condição gira em torno de 55%.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP