Deflação no Brasil- Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi 0,07%. Em agosto de 2025, -0,11%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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A variação negativa de agosto fez o índice acumular 4,22% em 12 meses – menor valor desde março de 2026 (4,14%). Em julho, a soma estava em 4,44%.
O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado. O Boletim Focus da última terça-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projetou a inflação de agosto em -0,23%. Para o fim de 2026, a expectativa do mercado é de 5%.
A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
Influências e deflação


Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram deflação em agosto.
Alimentação e bebidas: -0,34% (impacto de -0,07 ponto percentual);
Habitação: -1,87% (-0,29 p.p.);
Artigos de residência: 0,64% (0,02 p.p.);
Vestuário: 0,12% (0,00 p.p.);
Transportes: -0,86% (-0,17 p.p.);
Saúde e cuidados pessoais: 0,23% (0,03 p.p.);
Despesas pessoais: 1,30% (0,13 p.p.);

Educação: 0,47% (0,03 p.p.);
Comunicação: -0,09% (0,00 p.p.).
O grupo habitação teve a deflação mais profunda para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.
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