Quase quatro anos depois de ser atropelado em Americana, Marcos Paulo Bueno, de 52 anos, terá o caso novamente levado ao Tribunal do Júri. Moradores da cidade, Marcos e o acusado se envolveram na ocorrência que terminou com graves sequelas para a vítima.

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O julgamento está marcado para 7 de outubro, às 10h, no Fórum de Americana. O réu responde por tentativa de homicídio duplamente qualificada.

Atropelado
O crime aconteceu na madrugada de 30 de março de 2022, na Avenida da Saudade, no bairro Cordenonsi. Segundo a denúncia do Ministério Público, Marcos estava em um posto de combustíveis quando tentou separar uma discussão entre um amigo e o acusado. Após uma troca de agressões, o homem teria entrado em um Ford Fiesta e avançado contra Marcos.

Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Segundo a investigação, o atropelamento ocorreu por volta das 4h20. Após atingir Marcos, o acusado deixou o local, mas foi localizado e detido pela Polícia Militar pouco depois. A perícia encontrou marcas no capô e no para-brisa do veículo compatíveis com o impacto contra o corpo da vítima.

Marcos sobreviveu, mas sofreu lesões graves e permanentes. Ele precisou passar por uma cirurgia para reduzir a pressão no cérebro. O laudo do IML apontou incapacidade cognitiva permanente, graves limitações motoras e incapacidade definitiva para o trabalho.

Atualmente, Marcos não anda, não fala, não sabe onde está e não reconhece pessoas próximas, incluindo a esposa e os filhos. Segundo a família, ele foi diagnosticado em estado vegetativo e necessita de assistência contínua.

Antes do atropelamento, Marcos trabalhava como motorista de van, com registro em carteira. Hoje, recebe benefício do INSS e é legalmente representado pela esposa, que possui sua curatela.

A família enfrenta dificuldades com os custos de fraldas, medicamentos e tratamentos. Segundo a esposa, o benefício não é suficiente para cobrir todas as despesas.

O acusado responde ao processo em liberdade.

OUTRO LADO atropelamento

A defesa, afirma que ele agiu em legítima defesa. O acusado foi julgado pelo Tribunal do Júri em 2023 e condenado a sete anos de prisão em regime fechado. A decisão, porém, foi anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por questões técnicas.

Em 2025, ele voltou a ser julgado, mas a sessão foi interrompida após a dissolução do Conselho de Sentença. Para o novo julgamento, a defesa afirma confiar na decisão dos jurados e pede a absolvição do acusado.

O réu será julgado por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. A decisão caberá ao Tribunal do Júri.

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