O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) solicitou autorização ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para continuar atuando no mandato enquanto permanece nos Estados Unidos.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo está em solo americano desde fevereiro e alega sofrer perseguição política e jurídica no Brasil. Entre março e julho, chegou a tirar licença para assuntos pessoais, mas desde o retorno do recesso parlamentar tem acumulado faltas não justificadas.
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Segundo aliados, o deputado tem participado de encontros com representantes do governo americano e diz exercer “diplomacia parlamentar” fora do país. Ele pede que a Câmara crie mecanismos para que possa trabalhar de forma remota, citando como exemplo a flexibilização adotada durante a pandemia.
Eduardo também afirma que sua permanência nos EUA é “forçada”, temendo que seu passaporte seja apreendido ou que sofra outras punições caso retorne ao Brasil.
Julgamento do pai Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na próxima terça-feira (2), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete aliados acusados de participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A sessão contará com forte esquema de segurança em Brasília e estrutura especial para acompanhar a movimentação. Um telão será instalado na área externa do tribunal para permitir que o público acompanhe a transmissão do julgamento em tempo real.
O grupo de réus, conhecido como “núcleo 1” do processo, reúne militares e ex-integrantes da Polícia Federal. Caso seja condenado, Bolsonaro pode enfrentar penas que ultrapassam 40 anos de prisão, embora a execução da sentença dependa do trânsito em julgado.
A mobilização em torno do julgamento é considerada uma das maiores dos últimos anos no STF, reforçando a relevância do caso para a política e a democracia brasileiras.
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