Botão do Pânico fortalece proteção a mulheres vítimas de violência em Americana
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O Botão do Pânico, aplicativo da Guarda Municipal de Americana (Gama), auxilia significativamente as mulheres vítimas de violência, prevenindo agressões, localizando os autores e, muitas vezes, evitando tragédias. O dispositivo, instalado no celular da mulher, pode ser acessado quando ela se sente ameaçada e em perigo. O botão aciona um alerta sonoro, captado pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI) da Gama.
Após o alerta sonoro, os operadores do CSI verificam o cadastro da vítima, sua localização em tempo real e identificam o agressor. Com essas informações, o operador encaminha imediatamente uma viatura até o local. Se o agressor for localizado, ele é encaminhado à delegacia por descumprimento de medida protetiva, para que a autoridade policial adote as providências cabíveis. Caso o agressor não seja localizado, um boletim de ocorrência é registrado e disponibilizado ao Judiciário.

O dispositivo está inserido no trabalho desenvolvido pelo IDMAS (Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais) da Guarda Municipal, que tem provocado mudanças positivas na vida de mulheres que lidam com situações de violência doméstica. Ao aderirem ao Programa Maria da Penha, elas passam por uma série de ações que devolvem a autoestima e a confiança para prosseguir a vida longe das agressões.
Todo o processo tem início quando o IDMAS recebe a relação das medidas protetivas expedidas pela Justiça. A partir desse momento, os integrantes da inspetoria fazem uma primeira visita à mulher, colhem informações como a gravidade da ocorrência e a situação em que ela se encontra, e questionam se ela quer participar do programa e instalar o aplicativo em seu celular. Ao aderir ao programa, a vítima também tem acesso a atendimento psicológico disponibilizado pela Gama em parceria com a FAM (Faculdade de Americana).
“Além da questão policial, o IDMAS também faz um trabalho social. Se essa vítima está passando por alguma dificuldade financeira, buscamos providenciar um auxílio, um apoio, encaminhá-la para o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). No primeiro atendimento, também conseguimos fazer a intermediação com o abrigo, caso seja necessário ela se retirar da residência”, explica o comandante da Gama, Marco Aurélio da Silva.
O caso mais recente ocorreu na madrugada do último dia 21, quando os guardas municipais atenderam uma ocorrência de descumprimento de medida protetiva e invasão de domicílio na região do bairro Antônio Zanaga. A equipe foi acionada após o disparo do Botão do Pânico e, no local, os agentes encontraram um homem no interior do imóvel, logo após o portão de entrada, em estado de alteração emocional, discutindo com a ex-companheira.
Segundo relato da vítima, de 34 anos, ela possuía medida protetiva de urgência em vigor contra o indivíduo, que teria forçado o portão para entrar na residência sem autorização. O homem, de 33 anos, apresentou versões contraditórias sobre supostas agressões sofridas, não sendo possível a identificação de outros envolvidos.
Diante da situação, o autor foi contido e encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal, onde recebeu atendimento médico. Em seguida, foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde a ocorrência foi registrada, permanecendo o acusado à disposição da Justiça.
“O trabalho desenvolvido também dá um apoio emocional a essas mulheres, com uma abordagem mais humanizada. Não levamos em conta apenas a situação de violência, mas lidamos com um ser humano que se encontra fragilizado e precisa de atenção”, conclui o comandante.
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