A internet ruim deixou de ser apenas um incômodo doméstico e passou a afetar trabalho, estudo e entretenimento.  Pesquisa feita pela redação com base no volume de buscas do Google indica que o termo “velocidade de internet” concentra quase 500 mil pesquisas mensais no Brasil, refletindo uma preocupação crescente dos usuários com lentidão, oscilações de sinal e desempenho real dos serviços contratados.

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Essa pressão já aparece no comportamento dos usuários também em outros estudos. Um levantamento divulgado pela Gazeta do Povo, por exemplo, mostra que 54% deles podem trocar de plano de celular por problemas de sinal.

Além disso, as reclamações sobre a qualidade da internet seguem em alta: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou um aumento de 14,3% nas queixas ao longo de 2024.

Nesse cenário, os principais impactos da velocidade da conexão no cotidiano ficam mais evidentes:

• Influencia diretamente a qualidade do trabalho remoto, estudo e videoconferências.
• Determina a rapidez no carregamento de páginas, vídeos e aplicativos.
• Afeta a fluidez da transmissão de dados, reduzindo ou ampliando travamentos.
• Precisa sustentar vários dispositivos simultâneos sem perda de desempenho.

Para quem depende da rede, a diferença entre uma conexão rápida e outra instável aparece em detalhes básicos. Uma reunião sem travamentos, uma aula sem atrasos ou um vídeo que roda sem pausas podem definir a satisfação com o serviço contratado.

Com isso, a concorrência entre operadoras tende a aumentar. A demanda por serviços mais estáveis continua em alta, e a capacidade de reduzir oscilações se torna um dos principais fatores em um mercado cada vez mais dependente de conectividade.

Telecom expande infraestrutura em meio à pressão por estabilidade na internet

As operadoras têm ampliado investimentos para acompanhar a demanda por desempenho. A expansão do 5G avança nesse movimento e deve responder por 43% do tráfego de dados móveis até o fim de 2025, segundo o Ericsson Mobility Report.

O mercado brasileiro de telecomunicações também segue em crescimento. Avaliado em US$ 32 bilhões em 2024, o setor pode chegar a US$ 43 bilhões em 2029, movido pela demanda por redes mais eficientes.

Na banda larga fixa, a fibra óptica continua como padrão de conectividade. Especialistas apontam que novas gerações da tecnologia podem oferecer velocidades acima de 10 Gbps nos próximos anos, ampliando a capacidade de transmissão.

Para representantes da NIO Internet, empresa do setor de telecomunicações, entregar internet de qualidade deixou de ser diferencial. Estabilidade e baixa latência passaram a ser requisitos essenciais para atender às expectativas dos usuários.

Com investimentos acelerados e concorrência em alta, o setor tenta equilibrar expansão e melhorias perceptíveis ao consumidor. A expectativa é de que a modernização das redes reduza desigualdades e eleve o patamar de conectividade no país.

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