No som, no prato e na atitude: Como Henrique Fogaça e Fernando Badauí transformaram o local
Em um cenário onde muitos bares seguem tendências passageiras, o Cão Véio construiu uma personalidade rara: autêntica, marcante e imediatamente reconhecível. O gastropub nasceu da união entre o chef Henrique Fogaça e o músico Fernando Badauí, e carrega no dia a dia referências claras dos universos de ambos.
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De um lado, Fogaça imprime no cardápio sua cozinha intensa, criativa e sem excessos. Do outro, Badauí assina a trilha sonora e ajuda a manter viva a atmosfera rock’n’roll que se tornou uma das marcas da casa. O resultado é um espaço onde gastronomia, música e estilo de vida convivem naturalmente. Hoje, com mais de 11 unidades espalhadas pelo Brasil, o Cão Véio mantém em cada endereço a essência dos dois sócios, traduzida em sabor, atitude e experiência.
A influência de Henrique Fogaça aparece em pratos de sabores marcantes, combinações ousadas e releituras cheias de personalidade. O menu foge do comum e transforma clássicos de bar em versões mais criativas e bem executadas.
Entre os destaques está o Fila Brasileiro (R$119), filé-mignon empanado na farinha panko, recheado com muçarela e gorgonzola, servido com molho de tomate picante e pão tostado na manteiga. O prato resume bem o estilo de Henrique Fogaça, com sabores intensos e combinações que fogem do básico. O mesmo aparece no Zorro (R$89), com filé mignon em tiras salteado com gengibre, tomate, cebola roxa, berinjela, pimenta dedo-de-moça e queijo mussarela, acompanhado de pão tostado, trazendo mais camadas de sabor em uma mesma preparação.

Destaques Cão Veio
Nos sanduíches, essa personalidade segue evidente. O Bruto (R$59) combina burger de 160g, american cheese, bacon, alface, tomate, cebola roxa e pepino doce com mix de mostardas no pão brioche, em uma construção direta e carregada. Já o Rabugento (R$59) traz burger de 160g com cheddar, bacon, ragú de linguiça e pimenta jalapeño no pão australiano com molho barbecue, com um perfil mais intenso.
Nas entradas, o Matilha (R$46), bolinho cremoso de cupim servido com pimenta defumada de maracujá, e o Catatau (R$52), pedaços crocantes de frango marinados na cerveja Fogaça Pale Ale, com opção de creme de queijo ou manteiga de sriracha com melado de cana, reforçam essa cozinha voltada para sabor. Já o Rottweiler (R$62), steak tartare de filé mignon servido com batata frita, folhas e ovo de codorna frito na manteiga, mostra que o cardápio também abre espaço para preparos mais clássicos.
Até na sobremesa a identidade aparece, como na Dama (R$42), que combina sorvete artesanal de paçoca, brigadeiro, praliné de castanhas e calda de chocolate belga em uma proposta mais indulgente.
Se Fogaça conduz o sabor, Fernando Badauí é o responsável por um dos elementos mais importantes da experiência: a música. Vocalista do CPM22 e figura histórica do rock nacional, Badauí participa diretamente da curadoria musical do Cão Véio.
É ele quem faz a seleção e monta as playlists que tocam em todas as unidades da marca, garantindo que cada casa mantenha a mesma identidade sonora. O repertório passeia pelo rock clássico, punk rock, hardcore, grunge e sons alternativos, criando um clima que foge do óbvio e reforça a personalidade do gastropub.
A trilha sonora não funciona como pano de fundo: ela faz parte da experiência. É um ambiente pensado para quem gosta de música, atitude e lugares com alma própria.
Decoração com estética urbana e espírito provocador
A identidade visual do Cão Véio também é parte essencial da experiência. A decoração mistura referências de pubs londrinos, atmosfera underground e elementos urbanos que remetem ao universo dos sócios.
Iluminação baixa, paredes escuras, objetos vintage, madeira, metal, quadros, pôsteres e detalhes gráficos criam um ambiente intimista e cheio de personalidade. O uso constante da figura dos cães, sempre de forma irreverente, aparece em nomes de pratos, artes e elementos decorativos espalhados pela casa.
Nada ali parece genérico ou montado apenas para seguir tendência. O espaço transmite atitude, descontração e certo espírito rebelde, como se gastronomia e backstage de show dividissem o mesmo endereço.
O Cão Véio se consolidou como um lugar onde diferentes linguagens convivem: comida autoral, música bem escolhida e ambiente com identidade forte. A cozinha leva a assinatura intensa de Henrique Fogaça. O som tem a curadoria pessoal de Fernando Badauí. E a decoração amarra tudo em uma atmosfera urbana e autêntica.
Presente em mais de 11 unidades pelo Brasil, a marca mostra que é possível crescer sem perder personalidade. Em cada nova casa, o público encontra a mesma essência que transformou o Cão Véio em referência: comida marcante, trilha sonora certeira e um ambiente com identidade própria.
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