Vice-prefeito comentou retorno ao cargo nesta quarta-feira (8) e afirmou sua inocência em coletiva
O vice-prefeito de Hortolândia, Cafu Cesar, afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (8) que retorna ao cargo com tranquilidade após decisão da Justiça que permitiu sua reassunção, destacando que sempre confiou “em Deus e na Justiça”. Ele ressaltou que a liberação ocorreu por entendimento de que não havia necessidade de medidas restritivas mais severas, como o afastamento, reforçando que segue à disposição do Poder Judiciário.
Após 148 dias afastado, o vice-prefeito retomou o cargo nesta data e concedeu coletiva no Paço Municipal, destacando que não há denúncia formal ou indiciamento contra ele no processo que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
“Falam muita coisa, mas na verdade até hoje eu não tive uma denúncia, um indiciamento e nenhuma prova de nada”, argumentou. “Fiquei preso, com tornozeleira, (o processo) subiu pro STJ e não existe nenhuma denúncia. De sete processos, quatro já caíram e faltam três, que vão cair também”, explicou o vice-prefeito.
Cafu Cesar defendeu a lisura das licitações municipais, informando que quatro das sete investigações iniciais já foram derrubadas. O político afirmou estar confiante na absolvição total de todos os envolvidos até o fim do ano.
Licitações
“Eu tenho a clareza que em Hortolândia não houve nenhum erro. Processo licitatório foi feito, pregão eletrônico, tudo devidamente dentro do que tinha de ser feito”, detalhou. “Sobre outras cidades, não sei dizer porque não participei. Agora, em Hortolândia, até o final desse ano tudo se resolve”
O vice-prefeito ainda defendeu que pretende retomar suas funções normalmente, colaborar com a administração municipal e seguir trabalhando pela cidade, mantendo confiança de que sua imagem será restabelecida ao final das investigações.
Cafu havia obtido decisão favorável no STJ que reduziu as medidas cautelares impostas contra ele no âmbito das investigações da Operação Coffee Break. Ele foi preso no dia 12 de novembro do ano passado na 1ª fase da operação Coffe Break da Polícia Federal, ficou pouco mais de um mês recluso e foi liberado mediante ‘condições severas’ de comunicação.
O vice-prefeito era cotadíssimo para vir candidato a deputado federal este ano, avançando em toda a região: Nova Odessa, Sumaré, Americana e Santa Bárbara. Logo após a prisão, o meio político ainda achava que ele viria forte para federal, mas ter ficado um mês preso e afastado da prefeitura reduziu as forças políticas.