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Governo lança vídeo de combate às fake news

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46% das brasileiras fazem cursos online para melhorar renda

Brasil, março de 2023— Aumentar o acesso à educação online para mulheres pode melhorar suas oportunidades econômicas e ajudá-las a desenvolver novas habilidades e a entrar em novas carreiras, de acordo com um relatório produzido em conjunto com a Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo do Banco Mundial. De acordo com o estudo, 40% das mulheres que aprendem online produzem ganhos para a economia e podem agregar até US $14 bilhões em valor à educação online globalmente até 2026.

Este novo relatório intitulado “Mulheres e o Ensino Online em Mercados Emergentes”, desenvolvido em parceria com a plataforma global de aprendizado online Coursera e a Comissão Europeia, analisa os dados do Coursera para quantificar a participação das mulheres no aprendizado online, identificar barreiras para uma maior participação e oferecer recomendações para os setores público e privado para melhorar as oportunidades e resultados ao longo da vida para as mulheres.

Nicole Amaral, líder de transformação de habilidades para a América Latina e o Caribe no Coursera, afirma: “Nosso estudo mostrou que dar às mulheres acesso aprimorado ao treinamento online pode criar novas perspectivas de carreira e tornar a força de trabalho mais diversificada e competitiva. Isso, por sua vez, pode potencialmente resultar em novas vagas de emprego e crescimento econômico no Brasil.  Esperamos que nossa pesquisa estimule governos, empresas e líderes acadêmicos a agir e que líderes introduzam iniciativas que possam ajudar a combater alguns dos principais problemas enfrentados pelas mulheres no Brasil, como acesso gratuito à banda larga, opções de educação continuada mais flexíveis e mais oportunidades de emprego”.

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uan Gonzalo Flores, Country Manager da IFC México, comenta: “As mulheres estão no centro dos esforços de recuperação após a pandemia de covid-19. As perdas de empregos para as mulheres latino-americanas foram 2,5 vezes maiores do que para os homens, e a recuperação foi lenta. Este estudo mostra que a educação online oferece uma ferramenta conveniente para ajudar as mulheres a encontrar novos empregos, bem como ajuda a criar novos empregos, muito necessários para a economia. Na IFC, estamos comprometidos em investir em tecnologias que moldarão o futuro da educação e gerarão dividendos para todos”.

No Brasil, o acesso à educação é fundamental para impulsionar melhores condições socioeconômicas. Um relatório do Banco Mundial

aponta que no país ter um diploma universitário (em comparação com apenas ter completado o Ensino Médio) significa, em média, um salário 125% mais alto. Da mesma forma, um estudo da ANPEC

aponta que quem conclui um curso profissionalizante de nível básico ganha, em média, 37% a mais do que quem não fez.

Aprendizado online pode levar a resultados de carreira em mercados emergentes.

  • Cerca de um terço das alunas entrevistadas disseram que encontraram um novo emprego, abriram um negócio ou melhoraram seu trabalho ou desempenho nos negócios depois de fazer cursos online.
  • 22% das mulheres viram um aumento em sua renda, quase 40% das quais relataram um aumento de 10% ou mais.
  •   Quase metade (47%) dos alunos que ingressaram no Coursera para iniciar ou expandir seus negócios conseguiram fazê-lo – e homens e mulheres alcançaram resultados iguais.
  •   A educação online produz ganhos dentro da economia mais ampla por meio de efeitos diretos e indiretos: um emprego é criado para cada 30 pessoas treinadas no Coursera nos quatro países em foco.

Mulheres e outras populações carentes veem o aprendizado online como algo mais acessível que a educação presencial.

  • Enquanto na América do Norte e na América Latina as mulheres representam aproximadamente metade dos alunos online, globalmente há lacunas na participação das mulheres. As mulheres representam apenas 32% dos alunos da plataforma na África, 34% no Oriente Médio e 39% na Ásia-Pacífico.
  • 45% das mulheres e 60% das cuidadoras disseram que teriam que adiar ou interromper os estudos se o aprendizado online não fosse uma opção.
  • Quase metade dos alunos pesquisados relatou ter baixa renda.
  • Entre os alunos no México e na Índia que se identificaram como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros ou queer (LGBTQ+), 40% disseram que eram mais propensos a fazer perguntas e mais da metade (51%) eram mais propensos a expressar suas opiniões online em comparação com aulas tradicionais.
  • 17% de todos os alunos se identificaram como deficientes, relatando uma leve preferência pelo ensino híbrido.

 

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