GRAVÍSSIMO: Descaso com os animais marinhos no Uruguai pode disseminar gripe aviária
Leia + sobre saúde

Mortes de pinguins, lobos-marinhos, com suas carcaças abandonadas nas praias, geram sérios riscos de doenças como a gripe aviária O alerta divulgado pelas Nações Unidas, por meio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) surtiu poucos efeitos. O triste retrato do descaso com os animais marinhos vem do litoral do Uruguai.
O caso uruguaio é grave. Pois quando se trata de Gripe Aviária, devido ao rápido deslocamento dos animais marinhos, e suas interações com outros representantes da biodiversidade e com os seres humanos, a doença pode se propagar facilmente para outros locais.
No Uruguai, em especial na região Norte, a poucos quilômetros da fronteira com o Brasil, um dos poucos trabalhos de cuidado com os animais é feito pela ONG S.O.S Rescate Fauna Marina. A entidade de voluntários se exibe na internet cometendo erros primários e gravíssimos. Como por exemplo, a pessoa que faz o trabalho de cuidador, pegar os animais marinhos no colo, e há até, pasmem, casos do cidadão ficar numa cama com os animais. O cuidador corre o risco de se contaminar com doenças como a Gripe Aviária, ou de contaminar os animais com patógenos humanos.
É preciso reagir
“É preciso urgentemente uma ação do governo uruguaio, e até de organismos internacionais. O Uruguai está deixando muito a desejar sobre o tema. É preciso reagir”, afirma o professor de biologia marinha, doutor Paulo Horta.
Segundo informações do governo brasileiro “Globalmente foram notificados à Organização Mundial da Saúde (OMS) um total de 874 infecções humanas, incluindo 458 óbitos, caracterizando alta letalidade.” Ou seja, a cada dois casos de infecção, uma pessoa morre.
No litoral do Uruguai o que se vê, além obviamente das inúmeras belezas, é a falta de higiene e cuidados básicos generalizados. É fácil encontrar nas areias das praias peixes, pássaros e mamíferos em decomposição.
Abandono e falta de verba
A ONG está aparentemente abandonada. Questionado, um voluntário da entidade afirmou que não há casos de gripe aviária desde 2023. No entanto, ele está totalmente errado, tendo em vista que o Uruguai, assim como o Brasil e Argentina, registraram casos recentes de gripe aviária.
As imagens do descaso uruguaio foram registradas em um mini documentário que pode ser visto no Youtube. “Esse documentário é importante e necessário. Neste ano foram milhares de mamíferos marinhos mortos. A gripe aviária tem encontrado uma biodiversidade com saúde já comprometida pela poluição dos mares e pela escassez de alimentos”, afirma Paulo Horta.
Oceano e saúde planetária
As mudanças climáticas podem piorar a situação. “Este cenário se agrava com a consolidação do El Niño que deve impor grandes impactos também nas cadeias alimentares do litoral leste do Pacífico; reduzindo a produção primária e a necessária base que sustenta animais de diversos grupos e de inestimável importância socioeconômica. Cuidar da saúde destes animais e do oceano, é cuidar da saúde de nossa gente e de nossas economias. Precisamos entender que não existem fronteiras ou barreiras para vírus entre fronteiras geopolíticas. A saúde é única. Só teremos saúde humana, se tivermos saúde dos animais, e dos ecossistemas. Só teremos saúde humana se tivermos saúde do oceano e saúde planetária”, completa o professor Paulo Horta.
O alerta do governo brasileiro a respeito é bem claro. “A Influenza Aviária (IA) é uma doença infecciosa que pode atingir aves e mamíferos, incluindo humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), desde o ano de 2022 observa-se surtos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves domésticas, aves e mamíferos silvestres em diversos países da região das Américas. O vírus influenza subtipo A(H5N1) é predominante nesses surtos e se nota uma persistência na ocorrência dos casos nas aves de forma prolongada”.
Documentário mostra descaso e falta de cuidados nas praias
Assista aqui: https://youtu.be/zkxsetHbeoc
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP