Inverno exige atenção redobrada à saúde dos cães
Médica-veterinária alerta para os principais sinais de desconforto durante os dias frios e orienta tutores sobre como proteger a saúde e o bem-estar dos pets no inverno
Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, os cuidados com os animais de estimação devem ser redobrados. As baixas temperaturas podem intensificar dores articulares, favorecer problemas respiratórios e comprometer o bem-estar dos cães, principalmente dos idosos e daqueles que já apresentam alguma condição de saúde.
Segundo especialistas, mudanças de comportamento podem ser os primeiros sinais de que o animal está sentindo dor ou desconforto. Por isso, observar atentamente a rotina do pet é fundamental para identificar alterações que merecem avaliação veterinária.
“O tutor é quem melhor conhece o comportamento do seu pet. Quando o animal passa a ficar mais quieto, evita caminhar, brincar ou demonstra dificuldade para se movimentar, é importante procurar um médico-veterinário para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado, quando necessário”, explica a médica-veterinária da Botupharma, Salua Cataneo.

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Mudanças de comportamento podem indicar dor
Nem sempre os cães demonstram a dor de forma evidente. Embora alguns apresentem uivos, gemidos, latidos ou até mesmo rosnem quando são tocados em regiões doloridas, muitos manifestam o desconforto de maneira discreta.
Dormir mais do que o habitual, evitar brincadeiras, permanecer mais quieto, demonstrar desânimo ou reduzir as atividades do dia a dia podem ser sinais de que algo não está bem. Outro comportamento que merece atenção é quando o animal passa a lamber insistentemente uma determinada região do corpo, o que pode indicar dor ou inflamação.
Atenção à mobilidade
Dificuldade para caminhar, levantar, sentar ou subir escadas também pode indicar problemas articulares, especialmente em cães idosos. Durante o inverno, doenças como artrose, artrite e alterações na coluna tendem a provocar maior desconforto devido às baixas temperaturas.
“O frio não causa doenças articulares, mas pode intensificar os sintomas em animais que já apresentam alterações nas articulações ou na coluna. Por isso, é fundamental que o tutor esteja atento às mudanças na mobilidade do pet e procure um médico-veterinário ao notar qualquer dificuldade persistente nos movimentos”, orienta Salua Cataneo.
Raças braquicefálicas merecem atenção redobrada
Cães de focinho curto, conhecidos como braquicefálicos, apresentam maior predisposição a problemas respiratórios e podem sentir ainda mais os efeitos do frio. Entre as principais raças estão Pug, Shih Tzu, Pequinês, Buldogue Inglês, Buldogue Francês, Lhasa Apso e Boxer.
Nesses casos, é importante evitar a exposição prolongada ao frio, manter o animal em ambientes protegidos e observar qualquer alteração respiratória, buscando atendimento veterinário sempre que necessário.
Os cães idosos são os mais vulneráveis
Com o avanço da idade, os cães passam a armazenar menos gordura corporal e perdem massa muscular, fatores que reduzem a capacidade de manter a temperatura do organismo. Além disso, doenças degenerativas tornam-se mais frequentes e podem se agravar durante o inverno.
Para minimizar esses impactos, especialistas recomendam oferecer um ambiente protegido do vento e da umidade, utilizar roupas apropriadas quando necessário, disponibilizar camas confortáveis e evitar passeios nos horários mais frios do dia.
Dependendo da orientação do médico-veterinário, também pode ser necessário ajustar a alimentação durante o inverno para suprir o maior gasto energético utilizado pelo organismo para manter a temperatura corporal. O acompanhamento veterinário periódico também é essencial para monitorar a saúde dos cães idosos e prevenir complicações.
Prevenção garante mais qualidade de vida
Observar o comportamento do animal, manter as consultas veterinárias em dia e adotar medidas simples para protegê-lo do frio são atitudes que contribuem para preservar sua saúde e qualidade de vida durante toda a estação.
Ao perceber sinais persistentes de dor, dificuldade de locomoção, alterações respiratórias ou mudanças importantes de comportamento, a recomendação é procurar um médico-veterinário para avaliação e orientação adequada.
“Muitas vezes, pequenas mudanças na rotina do animal passam despercebidas pelos tutores. Quanto mais cedo esses sinais forem identificados, maiores são as chances de controlar a dor, preservar a mobilidade e proporcionar mais conforto e qualidade de vida ao pet durante o inverno”, conclui a médica-veterinária da Botupharma, Salua Cataneo.
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