‘Lei Nicolly Pogere’ alcança meta de 20 mil assinaturas e vai pra Brasília

Mãe da jovem vitimada pelo namorado em Hortolândia agora quer a participação de senadores para buscar nova legislação no combate e fim da violência

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Mãe da jovem Nicolly Fernanda Pogere, morta aos 15 anos de idade em julho do ano passado em Hortolândia, Priscila Franciele Magrin (Pit Magrin) usou suas redes sociais neste domingo (22) para comemorar, emocionada, o alcance da meta de 20 mil assinaturas para poder levar a ‘Lei Nicolly Pogere’ até o Senado Federal e a propositura ser analisada em Brasília.

“Vencemos o primeiro passo dessa batalha, agora nosso próximo passo é pressionar os nossos senadores, para que votem a favor”, destacou Pit Magrin. “Precisamos tornar essa lei real, em memória da minha menina Nicolly e por todas as vidas, especialmente nossas meninas e mulheres”, acrescentou.

No final de semana, Pit e o marido participaram da Caminhada “Elas Por Elas” contra a violência à mulher, promovida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Hortolândia. Na semana passada, o Novo Momento esteve com a mãe da jovem e ouviu pela primeira vez a sua história pessoalmente.

Em 18 de julho de 2025, a jovem Nicolly foi brutalmente morta e desmembrada pelo então namorado, de apenas 17 anos, com a participação de uma menor de 14, com quem ele também se relacionava. Ambos foram apreendidos e cumprem medidas socioeducativas em unidade da Fundação Casa.

A mãe transformou o luto em luta, para que o caso se torne um marco pelo combate e o fim da violência, em especial às mulheres. Pit Magrin quer mudanças em leis criminais para menores cruéis e a responsabilização de plataformas digitais que abrigam grupos extremistas.

'Lei Nicolly Pogere' alcança meta de 20 mil assinaturas e vai pra Brasília 

Legislação

Devido à limitação de 3 anos de internação para menores infratores no Brasil, a mãe clama por mudanças na legislação para punições mais severas a adolescentes envolvidos em crimes hediondos e bárbaros. Quando tudo aconteceu, Pit Magrin já estava grávida do irmão de Nicolly, Dominik. Agora, na reta final de gravidez, ela continua firme e lutando por Justiça.

O primeiro ponto é uma reforma penal, com previsão de legislação mais rígida, internação psiquiátrica em segurança máxima para criminosos com psicopatia, perícias contínuas e impedimento de retorno à sociedade em determinados casos. São para casos hediondos apenas, envolvendo crueldade, como o que fizeram com a Nicolly.

O segundo é a regulamentação da internet, com responsabilização de plataformas e indivíduos que propaguem ódio online, além de punições mais severas e regras voltadas também a empresas estrangeiras. Os jovens acusados pelo crime utilizavam um grupo no Discord para propor assistir e expor ‘desafios’ e depois informar o que foi realizado.

O enquadramento de plataformas digitais proporciona instrumentos para a Justiça cobrar das ‘big techs’ o banimento e não permitir esses grupos, que inclusive abrigam não apenas trocas de conversas, mas fotos, vídeos e até mesmo transmissões ao vivo de crueldades contra animais e seres humanos.

Paralelamente, a mãe clama pela reabertura do caso policial. Em 6 de novembro passado Pit ingressou com uma queixa-crime apresentando novas provas e evidências que incriminariam familiares do jovem que matou sua filha, seja por acobertamento do crime e até mesmo ajuda – logística e financeira – em fuga.

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