Jovens adultos e Millennials formam a maior parte da chamada “Nação do Futebol”, grupo de brasileiros com maior tendência de ampliar gastos durante a Copa do Mundo. Os dados fazem parte de um estudo da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, feito através de um novo atributo de hipersegmentação do Insights Hub, plataforma proprietária de inteligência de dados da companhia, lançado para identificar audiências com maior potencial de consumo em datas sazonais específicas.
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No total, são 13,5 milhões de pessoas, com forte presença de consumidores em idade economicamente ativa, com destaque para a Geração Z adulta, de 18 a 28 anos, e os Millennials, de 29 a 43 anos, que juntos somam 69,5% da base analisada.
“Em uma data como a Copa do Mundo, entender quem é o consumidor pode ser tão importante quanto saber quem acompanha o evento. Quando as marcas conhecem o perfil dessas audiências, conseguem direcionar melhor campanhas, ofertas e canais, criando campanhas mais aderentes ao momento de consumo. Aqui, não estamos falando só de fãs do futebol, mas sim consumidores mais engajados com o evento”, afirma a CMO e Vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto.
Geração Z adulta e Millennials lideram o perfil
Na análise por idade, a Geração Z adulta, formada por pessoas de 18 a 28 anos, representa 23,4% da Nação do Futebol. Já os Millennials, ou Geração Y, de 29 a 43 anos, concentram 46,1% da base. Juntos, esses dois grupos somam quase sete em cada dez consumidores com maior tendência de ampliar gastos durante o Mundial. Na sequência aparecem a Geração X, de 44 a 58 anos, com 24,1%. O recorte indica uma audiência ampla, mas concentrada em faixas etárias mais conectadas a decisões de consumo, planejamento de compras e campanhas sazonais de grande apelo. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:

Mulheres são leve maioria no grupo
O estudo também mostra uma leve predominância feminina entre os consumidores mais propensos a aumentar os gastos durante o evento futebolístico. As mulheres representam 52,7% da base, enquanto os homens somam 43,4% e os registros indefinidos correspondem a 3,9%.
Embora a diferença não indique uma concentração extrema, o dado reforça a importância de campanhas que não tratem o consumo relacionado à Copa do Mundo como um território exclusivamente masculino. A audiência com maior tendência de ampliar gastos durante o evento é plural e pode responder a mensagens conectadas a diferentes ocasiões de consumo, como encontros em casa, moda, conveniência, entretenimento e experiências compartilhadas.
Classes B e C lideram, mas renda mostra espaço para diferentes estratégias
A análise socioeconômica da Nação do Futebol mostra um público concentrado principalmente nas classes B e C, que juntas representam 70,9% da base. A classe B reúne 37,9% dos consumidores, enquanto a classe C soma 33%. Na sequência aparecem a classe D, com 15,8%.
O recorte de renda complementa essa leitura ao mostrar uma audiência diversa, com potencial para diferentes estratégias de preço, oferta e posicionamento. Ao todo, 53% do grupo tem renda de até R$ 4 mil, divididos igualmente entre as faixas de até R$ 2 mil e R$ 2.001 a R$ 4 mil, ambas com 26,5%. Ao mesmo tempo, há um grupo relevante de maior poder aquisitivo: 18,3% têm renda acima de R$ 10 mil. Para marcas, esse cenário reforça que a “Nação do Futebol” não deve ser tratada como um público homogêneo: há espaço tanto para campanhas voltadas a conveniência, preço e volume quanto para ações com produtos, experiências e benefícios de maior valor agregado


Propensão de consumo vai além do interesse pelo futebol
Em um calendário cada vez mais competitivo, a Serasa Experian acaba de ampliar a plataforma Insights Hub com um novo atributo voltado à hipersegmentação de audiências específica de períodos sazonais. A novidade permite identificar consumidores não só por seus perfis de consumo, mas também pela tendência de ampliar gastos em momentos como Copa do Mundo, Black Friday, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, férias e Natal.
Na plataforma, a companhia combina dados comportamentais, financeiros e modelos analíticos para ajudar marcas, varejistas, indústrias e agências a encontrarem públicos com maior potencial de compra. A proposta é permitir que as empresas deixem de trabalhar apenas com recortes tradicionais, como idade, localização ou perfil demográfico, e passem a considerar o contexto de cada ocasião. No caso da Copa do Mundo, isso significa diferenciar quem apenas acompanha o evento de quem tem maior probabilidade de consumir em categorias específicas durante o período.
“Nem todo fã tem o mesmo comportamento de consumo. Uma pessoa pode acompanhar futebol e não necessariamente estar propensa a comprar durante a Copa. A inteligência de dados ajuda a encontrar os públicos mais aderentes para cada campanha, reduzindo dispersão, melhorando a alocação de mídia e aumentando a relevância das mensagens”, completa a CMO da datatech.
Metodologia
O estudo do perfil “Nação do Futebol” foi realizado em maio de 2026 pela Serasa Experian, por meio do Insights Hub, plataforma proprietária da datatech. A análise identificou 13.488.831 pessoas com o perfil Nação do Futebol na base Serasa, considerando consumidores com maior propensão a aumentar gastos durante o maior evento futebolístico do mundo. Para as comparações gerais, foi considerada uma base Brasil de 194.826.494 pessoas. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de propensão ao consumo. Todas as informações foram tratadas conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
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