Você já escolheu a porta de entrada, mas ainda não sabe como pretende acessá-la? Quando uma fechadura eletrônica entra nos planos de uma reforma, a seleção do modelo pode parecer simples até o momento em que surgem dúvidas, como: senha ou biometria? Um modelo discreto ou com maçaneta? É possível instalar na porta já existente?

Para o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, que já incorporou o recurso a diversos projetos e também utiliza a tecnologia em seu próprio escritório, esse tipo de tecnologia alia automação e praticidade, mas deve ser especificada de acordo com cada projeto.

As fechaduras digitais costumam combinar diferentes formas de acesso, como código e cartões de aproximação. Isso permite que cada morador escolha a opção mais conveniente para a rotina“, começa.

Então, quando incorporá-la ao projeto? Vamos às orientações sobre o tema!

Por onde começar?

Antes de pensar no tipo de acesso, existe uma questão mais básica a se pensar: qual fechadura a sua porta comporta? A partir de uma análise do material e da espessura da estrutura, é possível definir o modelo mais adequado e também o tipo de instalação, segundo Bruno Moraes.

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Para quem prioriza segurança, vale observar os recursos oferecidos pelo modelo e entender quais situações de acesso ele atende antes de definir o equipamento | Projeto BMA Studio | Foto: Guilherme Pucci

Por exemplo, as fechaduras de sobrepor são colocadas sobre a estrutura existente, enquanto as de embutir substituem a fechadura mecânica e ficam integradas à porta. Em portas de vidro ou em estruturas que não permitem grandes interferências, o primeiro modelo pode ser uma alternativa. Já a versão embutida costuma criar um resultado mais integrado ao desenho da porta.

Pensando na estética, há clientes que preferem modelos com maçaneta, enquanto outros optam por opções mais clean e discretas, com apenas o painel de acesso. É uma escolha que depende muito do gosto de quem vai utilizar o espaço“, comenta o arquiteto.

Em portas expostas às intempéries é preciso verificar se o equipamento é apropriado para áreas externas. A especificação precisa levar em conta as características da porta e do local onde será instalada, além das preferências dos moradores.

Pense em quem vai usar

Senha, biometria, tag, reconhecimento facial e cartão de aproximação são algumas das possibilidades mais encontradas nos modelos atuais. E, em vez de indicar uma alternativa universalmente melhor, Bruno recomenda observar o que funciona para a rotina da família. “As fechaduras eletrônicas costumam combinar diferentes formas de acesso e isso permite que cada morador escolha a opção mais conveniente para a rotina”, pontua.

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O controle de acesso pode ser interessante em casas com diferentes pessoas que precisam entrar no imóvel, já que cada usuário pode ter uma forma própria de identificação | Projeto BMA Studio | Foto: Guilherme Pucci

Uma família pode preferir a senha pela praticidade, enquanto outro morador pode se adaptar melhor à biometria. A tag pode ser interessante para quem não quer memorizar códigos e também para controlar o acesso de demais pessoas sem precisar compartilhar a senha da residência.

A mesma lógica vale para ambientes corporativos. No escritório do próprio arquiteto, a fechadura digital ajuda a administrar o acesso dos funcionários. “Se você tiver que fazer uma chave para cada funcionário, qualquer modelo de fechadura digital vai sair mais em conta“, afirma.

Assim, nem sempre o modelo com mais recursos será o mais adequado. A escolha pode ser feita a partir das funções que realmente serão utilizadas no dia a dia, evitando transformar a quantidade de tecnologias disponíveis em um fim por si só.

E se a bateria acabar?

Essa é uma das principais dúvidas de quem considera abandonar a fechadura tradicional, e se a bateria acabar justamente quando o morador estiver do lado de fora? Para tranquilizar, Bruno assegura que a maioria das fechaduras digitais funcionam de forma independente da energia elétrica da residência e os modelos contam com recursos para alertar quando a carga está próxima do fim. Também existem alternativas de emergência para garantir o acesso em caso de necessidade, mas que variam de acordo com o equipamento.

Por isso, na hora da escolha, vale observar não apenas a forma de abertura, mas também os recursos disponíveis para situações como essa. A recomendação é conferir as especificações do modelo antes da instalação.

E dá para instalar depois?

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Compatível com a maioria das portas, a fechadura digital é instalada sem muitas complicações | Projeto BMA Studio | Foto: Guilherme Pucci

Uma fechadura eletrônica não precisa fazer parte de uma reforma completa. Para quem já tem a porta pronta e quer substituir o modelo convencional, a possibilidade de instalação depende das características da estrutura e da fechadura escolhida.

Por isso, antes de comprar o equipamento, vale verificar se ele é compatível com a porta existente e quais adaptações serão necessárias. Em alguns casos, a substituição pode ser feita de maneira simples, enquanto outros modelos exigem intervenções específicas. “A instalação costuma ser simples e pode ser feita tanto pelo marceneiro responsável pelo projeto quanto por equipes autorizadas pela fabricante da fechadura“, explica Bruno.

Para quem está reformando, definir o equipamento com antecedência pode facilitar a compatibilização com o desenho da porta e da marcenaria. Já em uma instalação posterior, a análise da estrutura existente ajuda a escolher uma solução que exija menos alterações.

Quem mora de aluguel também pode considerar a tecnologia, mas deve observar previamente como o modelo será instalado e se a substituição poderá ser revertida ao deixar o imóvel. Nesse caso, conhecer as características da porta e as exigências do contrato de locação ajuda a evitar intervenções indesejadas.

Quando vale conectar à automação?

Nem toda fechadura digital precisa estar conectada a outros equipamentos da casa. Para quem busca apenas praticidade, um modelo com senha ou biometria pode resolver a principal questão de entrar e sair sem depender de uma chave física.

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Disponível em diferentes modelos de maçaneta de alavanca, redonda ou embutida, e acabamentos como cromado, preto fosco e dourado, a linha se adapta a diferentes estilos de decoração | Projeto BMA Studio | Foto: Guilherme Pucci

Já quando o equipamento é integrado a um aplicativo ou a um sistema de automação, surgem outras possibilidades. O morador pode controlar a abertura da porta à distância e acompanhar os acessos, recursos que podem ser úteis tanto na rotina quanto em situações específicas.

Para Bruno, a abertura remota ganha um significado especial em situações de emergência. “A possibilidade de abrir a porta remotamente pode fazer toda a diferença em situações de emergência. Em casas de idosos ou pessoas com necessidades especiais, por exemplo, familiares conseguem acessar o imóvel rapidamente sem precisar de uma cópia da chave“, reforça.

A tecnologia também pode facilitar a entrada de prestadores de serviço e a administração de imóveis de curta temporada, já que alguns sistemas permitem criar acessos temporários.

A função de abrir a distância já me ajudou em uma situação onde eu estava viajando e esqueci a varanda aberta e começou a chover. Consegui pedir ajuda para vizinha, para fechar a varanda, abrindo a porta a distância“, finaliza Bruno.

Sobre BMA Studio

O arquiteto Bruno Moraes atua há mais de 19 anos no mercado de arquitetura e interiores, com sólida experiência em projetos e execução de obras. Formado pela Faculdade Belas Artes de São Paulo (FEBASP) e pós-graduado em Gerenciamento de Empreendimentos na Construção Civil pela FAU Mackenzie, Bruno iniciou sua carreira em grandes escritórios, como o do renomado arquiteto Siegbert Zanettini.

Em 2017, fundou o escritório Bruno Moraes Arquitetura, com foco em projetos residenciais, reformas de apartamentos e espaços comerciais. O crescimento demandado por obras completas levou à criação de uma estrutura própria para execução e gerenciamento de obras, com equipe especializada e treinada. Essa expansão culminou, alguns anos depois, na transição da marca para BMA Studio, unificando os serviços de arquitetura e execução sob um novo posicionamento, mais alinhado aos diferenciais do escritório. O BMA Studio é a evolução da Bruno Moraes Arquitetura, mantendo a mesma essência, equipe e compromisso com a qualidade.

O escritório atua em projetos de casas, reformas, retrofits, espaços corporativos, áreas comuns de edifícios e stands de apartamentos decorados. Conta com um aplicativo próprio para a gestão das obras, otimizando processos e comunicação com os clientes.

Entre os principais clientes estão o Grupo Volkswagen, as multinacionais Arauco e Fabbri, os escritórios da Tecban (Banco 24h), as Sorveterias Rochinha e um projeto de revitalização urbana no bairro do Bixiga. Também participou da Mostra Casa Saudável HBC e tem obras executadas em diversas regiões do país.

A marca já teve seus projetos e vídeos publicados em importantes veículos de arquitetura. Bruno também assina colunas no Portal PiniWeb, apresenta o podcast de Arquitetura Corporativa para o Club&Casa Design, e foi apresentador do podcast do Viva Decora. De 2019 a 2024, participou do quadro de decoração do Programa da Eliana, no SBT.

Em 2023, estreou na CASACOR São Paulo com o ambiente ‘Cozinha Funcional’ e foi premiado pela VEJA São Paulo como Melhor Ambiente na categoria Cozinha Integrada ou Cozinha Gourmet. Em 2024, retornou à mostra com o espaço ‘Acalanto e Encontros’, reafirmando seu compromisso com a inovação, funcionalidade, bem-estar e brasilidade nos projetos.

 

Serviço:

WhatsApp: (11)94441-4129
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