SARESP deve começar a divulgar resultados nessa semana
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A partir dessa segunda, 1º, os primeiros dados do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) devem começar a ser divulgados. Trata-se do principal indicador de qualidade da educação pública paulista, utilizado para medir a proficiência dos estudantes nos componentes de Língua Portuguesa e Matemática, bem como para as demais disciplinas para estudantes dos anos finais (Ciências Humanas e Ciências da Natureza), do 6º ao 9º ano – uma das novidades que marcaram a edição de 2025 dessa avaliação.
“Por meio dos resultados do SARESP, gestores públicos conseguem entender quantos estudantes estão com aprendizagem suficiente, nos níveis adequado e avançado, ou com aprendizagem insuficiente, com níveis de proficiência abaixo do básico e básico. Ele serve como ótimo termômetro para medir quanto aquela escola e aquele quadro de professores e gestores está conseguindo transmitir de conhecimento para os estudantes e quanto esses estudantes estão efetivamente progredindo na aprendizagem e no ciclo escolar”, explica Lucas Sperandio, gerente de Políticas Públicas da Parceiros da Educação.
“Ter a ciência de que a aprendizagem está aquém do necessário é o primeiro passo para qualquer mudança de rota na educação. Alunos com níveis de proficiência básico e abaixo do básico indicam dificuldade real de leitura, interpretação e raciocínio matemático, baixa autonomia para aprender novos conteúdos, maior risco de reprovação, evasão e abandono escolar e, como consequência natural menor chance de sucesso ao longo da trajetória escolar e profissional”, detalha Sperandio.
Outra mudança importante ocorrida na edição da avaliação de 2025 é a adoção do formato digital para a aplicação das provas dos anos finais (6º ao 9º ano), o que permitiu a integração de diferentes tipos de itens (múltipla escolha + resposta construída), além do potencial para avaliações mais adaptativas e detalhadas de desempenho, mais complexas e alinhadas às práticas contemporâneas de avaliação educacional.
Para Sperandio, os caminhos apontados pelos resultados do SARESP favorecem a construção de políticas públicas educacionais bem estruturadas que combinem intervenções focadas em quem está abaixo do básico e estratégias de aprofundamento para quem já avançou.
“Na educação, é essencial ter em mente que equidade não é tratar todos iguais, mas garantir que todos alcancem um patamar mínimo de aprendizagem. Alunos em níveis adequados ou avançados não perdem quando a base da sala melhora. Ao contrário, a aula flui melhor, o professor consegue avançar no conteúdo e o ambiente de aprendizagem melhora para todos”, conclui o gerente da Parceiros da Educação.

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