Os serviços de monitoramento entomológico do Departamento de Vigilância em Zoonoses identificaram um aumento significativo na infestação do mosquito Aedes aegypti no início deste ano em Santa Bárbara d’Oeste. Com base na análise das ovitrampas (armadilhas) referentes à primeira semana de 2026, foi detectada positividade em 59% das 168 armadilhas instaladas no município, indicando ampla presença do vetor. Segundo o Departamento, o monitoramento revela aumento da infestação em todas as regiões da cidade, o que acende um alerta para o risco de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e outras arboviroses.
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Os dados recentes mostram uma tendência de crescimento contínuo da infestação nos últimos meses. As médias semanais de positividade das ovitrampas foram de 26,8% em outubro, 43,7% em novembro e 47,5% em dezembro, evidenciando uma escalada progressiva que culmina no patamar elevado observado no início de janeiro. Embora o aumento seja generalizado, o monitoramento aponta que as regiões da Zona Leste e do Distrito Industrial apresentaram os índices mais elevados, demandando atenção especial.
“Como é esperado para esta época do ano, o aumento da infestação está diretamente associado às condições climáticas. As temperaturas mais elevadas, combinadas com o maior volume de chuvas, favorecem a formação de criadouros e aceleram o ciclo de desenvolvimento do mosquito, ampliando sua capacidade de reprodução e dispersão em todo o território municipal”, explicou o chefe do Departamento de Vigilância em Zoonoses, Luiz Eduardo Chimello de Oliveira.
“Diante desse cenário, é fundamental a colaboração de todos os munícipes, especialmente nas áreas mais afetadas. A Prefeitura recomenda que a população dedique alguns minutos à verificação de suas residências, observando calhas, ralos, pratos de plantas, caixas d’água e outros recipientes que possam acumular água. A eliminação desses criadouros é a forma mais eficaz de reduzir a infestação e proteger a saúde de toda a comunidade”, completou Oliveira.
Ações
A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, mantém ações de combate ao mosquito Aedes aegypti durante todo o ano, nas diversas regiões da cidade. O trabalho é intensificado em áreas com casos positivos, aglomerados de casos suspeitos e em bairros onde o monitoramento entomológico diário aponta alta circulação de mosquitos.
As equipes atuam com atendimento de solicitações da população, visitas domiciliares, procedimentos em imóveis fechados com suspeita de criadouros, aplicação de sanções previstas na legislação municipal, quando necessário, apuração de locais suspeitos, nebulização com equipamento costal (UBV portátil) e nebulização veicular (UBV pesado), além de vistorias em pontos estratégicos e imóveis especiais, análise laboratorial, aplicação de biolarvicida, instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida, monitoramento entomológico com armadilhas, Avaliação de Densidade Larvária (ADL) e ações educativas, como palestras e orientações à população.

A Secretaria de Saúde ressalta que o envolvimento da população é fator decisivo para a eficácia das medidas de controle do Aedes aegypti e que o enfrentamento à dengue é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre poder público e população. Receber o agente de saúde, permitir a vistoria do imóvel e seguir as orientações repassadas são atitudes simples, mas essenciais para proteger não apenas a própria residência, mas toda a comunidade. Todas as ações são gratuitas, e não há cobrança de taxas para nenhum serviço ou produto utilizado.
Em relação à identificação, é importante ressaltar que a população deve estar atenta ao uniforme e ao crachá, pois esses elementos asseguram que o profissional é da equipe da Saúde. Caso os profissionais não estejam devidamente identificados ou se persistirem dúvidas, recomenda-se que a pessoa entre em contato com o Departamento de Vigilância em Zoonoses pelo telefone (19) 3463.8099, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16 horas.
Orientações controle aedes

As orientações para a população são simples e podem salvar vidas:
- Utilizar tampas e telas para vedar baldes e tambores de armazenamento de água;
- Armazenar objetos em local coberto ou descartar, de forma adequada, o material que não vai mais utilizar. O Município dispõe de Ecopontos e do serviço de coleta de resíduos regular;
- Limpar as calhas e caixas d’água;
- Não armazenar pneus e garrafas em local descoberto;
- Não deixar plantas na água, utilizando sempre vasos com terra;
- Verificar a drenagem dos vasos de plantas, para que não acumulem água;
- Não utilizar pratinhos embaixo dos vasos;
- Evitar bromélias, nos centros urbanos, pois elas também servem como criadouro de Aedes aegypti;
- Usar telas nas caixas d’água;
- Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
- Limpar e fazer o tratamento adequado de piscinas.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele e dores no corpo, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro clínico.

Vale ressaltar que a pessoa também deve ficar atenta aos sinais de alarme para a dengue, que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda abrupta na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente em crianças, tontura ou desmaio, pele fria e pálida, dificuldade de respirar e diminuição da quantidade de urina. Esses sintomas podem aparecer a partir do terceiro dia da doença e indicar agravamento do quadro. Nesse caso, é primordial procurar o serviço de saúde imediatamente.
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