O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pela PiniOn, alcançou, em janeiro, 100 pontos, diminuindo 2%, tanto em relação a dezembro, quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Esse resultado interrompe uma série de quatro aumentos consecutivos do índice, que retorna ao nível neutro, sendo os patamares otimista e pessimista caracterizados pelo INC acima e abaixo de 100 pontos, respectivamente. A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias, em nível nacional, residentes em capitais e cidades do interior.

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Em termos regionais, os resultados foram, mais uma vez, heterogêneos: houve aumento da confiança nas regiões Centro-Oeste, Sul e Nordeste e queda no Norte e Sudeste. No caso das classes socioeconômicas, também houve resultados mistos: aumento da confiança das famílias pertencentes às classes AB e DE e queda para aquelas da classe C.

Confiança em alta entre homens

Por sua vez, os resultados por gênero mostraram aumento para os entrevistados do sexo masculino e redução para aqueles pertencentes ao feminino.

Houve melhora relativa da percepção das famílias em relação à situação financeira atual, enquanto as expectativas futuras de renda e emprego pioraram. A segurança no emprego manteve-se estável.

A piora das expectativas com relação ao emprego e renda resultou em menor disposição relativa a comprar itens de maior valor, como carro e casa, e bens duráveis, geladeira e fogão, além de diminuir a propensão a investir.

Confiança em alta entre homens

Em síntese, o INC de janeiro mostrou piora tanto na comparação mensal, quanto em termos interanuais, voltando para o nível de neutralidade.

Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o mercado de trabalho continua gerando aumentos de renda e emprego, o que, unido ao novo consignado e a outras transferências de renda governamentais continuam a sustentar o ânimo e o consumo das famílias. Porém, os prováveis efeitos positivos dessa dinâmica da renda sobre a confiança parecem ser mais do que compensados pelos efeitos negativos decorrentes do alto grau de endividamento das famílias e da desaceleração econômica provocada pelos juros elevados.

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