Eu sempre soube que fazia falta termos um deputado estadual da nossa região. Mas foi trabalhando dentro do Governo de São Paulo, junto do governador Tarcísio de Freitas, que tive a dimensão real dessa ausência.
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A Assembleia Legislativa possui 94 deputados. No governo, uma das orientações era muito clara: as demandas apresentadas pelos parlamentares precisavam ser atendidas e acompanhadas. Eles foram eleitos para representar suas regiões, conhecem as necessidades das cidades e cobram respostas das secretarias.

Quando uma região não tem o seu deputado, sua voz chega mais fraca. Não existe alguém acompanhando diariamente os pedidos, cobrando ambulâncias, equipamentos para a saúde, investimentos em segurança, melhorias nas rodovias e recursos para os municípios.
Hoje, um deputado estadual pode indicar cerca de R$ 13 milhões por ano em emendas parlamentares. Com articulação junto ao Governo do Estado, esse volume de investimentos pode ser ainda maior.
Às vezes, recebemos a visita de um parlamentar de outra região, que anuncia R$ 100 mil ou R$ 200 mil. Todo recurso é bem-vindo. Mas precisamos entender que, com um deputado daqui, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e as cidades vizinhas teriam condições de disputar investimentos muito maiores.
Não se trata apenas de dinheiro. Trata-se de presença.
Papel do deputado
Um deputado da região conhece nossas ruas, hospitais, empresas, entidades e dificuldades. Sabe onde o problema está, acompanha o pedido e volta para prestar contas. Quando uma decisão importante é tomada em São Paulo, ele está à mesa defendendo nossas cidades.
Nossa região é uma das mais fortes do Estado, gera empregos, movimenta a economia e contribui muito para São Paulo. Precisa também ter força política proporcional à sua importância.
Representação não é aparecer de vez em quando. É estar presente todos os dias, abrir portas, acompanhar processos e transformar demandas em resultados.
É isso que perdemos quando não temos um deputado. E é isso que precisamos recuperar.
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