De Alok a Shakira: 64% dos brasileiros só treinam com música
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Ouvir música durante o treino é um hábito comum para a maioria dos brasileiros. Em um estudo recente, que ouviu praticantes de esportes e atividades físicas de todas as regiões, 64% afirmaram “dar o play” sempre que praticam exercícios, enquanto outros 19,8% disseram recorrer aos cantores e bandas para dar um gás na maioria dos treinos. Somados, os dois grupos representam mais de 8 em cada 10 entrevistados.
Os números fazem parte de um levantamento recente da Maximum Boxing, referência em equipamentos de esporte de combate, que buscou entender o impacto musical na rotina de exercícios, dos estilos preferidos aos artistas e canções mais citados pelos respondentes.
A pesquisa chega em um momento de crescimento da prática esportiva no país. Segundo o Vigitel do Ministério da Saúde, a parcela de adultos que praticam esportes e atividade física no tempo livre passou de 30,3%, em 2009, para 40,6% nos últimos anos, um avanço de mais de dez pontos percentuais em pouco mais de uma década.
Qual o impacto da música na rotina de esportes e treinos dos brasileiros?
Aparentemente, treinar sem música é exceção entre os entrevistados. Além dos 83,8% que compartilharam ouvir música sempre ou na maioria das vezes, outros 7,2% recorrem a ela em alguns treinos. De todo o grupo ouvido pela Maximum, aliás, apenas 2,8% afirmaram nunca escutar nada enquanto se exercitam no dia a dia.
O comportamento acompanha uma relação já intensa do público brasileiro com a música. O relatório Engaging with Music, da IFPI, divulgado no país pela Pro-Música Brasil, apontou que os brasileiros dedicam em média 24,9 horas semanais à audição musical, acima da média global de 20,7 horas. O mesmo estudo indicou que o público nacional consome cerca de dez gêneros musicais diferentes, contra oito na média mundial.
Quando o assunto é o efeito percebido durante o exercício, a motivação lidera com folga: para 72% dos entrevistados, a música é o verdadeiro combustível que aumenta a vontade de treinar. Em seguida, aparecem mais energia e disposição (59,2%) e a sensação de que o treino passa mais rápido (46,2%). O relaxamento também é um destaque na lista, citado por 28,6% dos praticantes.
Já quando o assunto são as escolhas da população, os estilos escolhidos revelam uma trilha sonora plural. O pop lidera (56,2%), seguido pela música eletrônica (42%) e pelo rock e metal (35%). Ritmos brasileiros também ocupam boa parte das posições seguintes, com sertanejo, funk , pagode e MPB muito próximos entre si.
O que não pode faltar na playlist de treino dos brasileiros?
Além dos estilos, o levantamento pediu que os entrevistados citassem livremente, sem alternativas prontas, os artistas e as canções que consideram indispensáveis na hora de treinar. As respostas misturam música eletrônica, sertanejo, pop nacional, axé e rock, em muitos casos dentro de uma mesma indicação.
Entre os artistas, Alok foi o mais lembrado, resultado que acompanha a posição da música eletrônica entre os estilos preferidos. Na sequência, aparecem a cantora Anitta e a dupla Henrique & Juliano, nomes de peso no consumo de pop nacional e de sertanejo. A lista segue com Metallica, Linkin Park, Luan Santana, Rihanna, Guns N’ Roses e Ivete Sangalo, combinação que mostra a convivência entre repertório nacional e internacional nas playlists de treino.
Já quando o pedido foi citar músicas específicas, as respostas se espalharam ainda mais. Nesse caso, aparecem faixas nacionais como “Meteoro”, de Luan Santana, ao lado de canções internacionais conhecidas e pra lá de animadas, como “Numb”, do Linkin Park, “Lose Yourself”, de Eminem, e “It’s My Life”, do Bon Jovi. Parte dos entrevistados, no entanto, respondeu indicando o gênero musical em vez de uma canção, citando rock, sertanejo, funk e pagode como referência para um treino mais completo… e muito animado.
Metodologia
Para compreender a relação dos brasileiros com a música durante a prática de exercícios, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 5 questões, que exploraram a frequência com que ouvem música ao treinar, a influência percebida sobre a atividade, os estilos preferidos e os artistas e canções considerados indispensáveis na playlist. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.
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