Bola de Ouro 2026: os relógios milionários que chamaram atenção em Londres
Leia + sobre esportes

A 70ª edição da Bola de Ouro, realizada pela primeira vez em Londres, na noite de segunda-feira (26), teve Harry Kane como grande vencedor. Aos 33 anos, o atacante do Bayern de Munique conquistou o prêmio pela primeira vez, encerrando um jejum de 25 anos sem um inglês no topo da premiação, desde Michael Owen, em 2001.
Com 73 gols em 65 partidas por clube e seleção, Kane superou Kylian Mbappé, segundo colocado, e Lamine Yamal, terceiro. O inglês também recebeu o Troféu Gerd Müller, destinado ao artilheiro da temporada. No futebol feminino, Alexia Putellas conquistou seu terceiro prêmio.
Fora dos gramados, a cerimônia também chamou atenção pelas escolhas de alta relojoaria. Entre os convidados e premiados, modelos de marcas como Rolex, Richard Mille e H. Moser & Cie. apareceram nos pulsos de alguns dos principais nomes do futebol mundial, com peças avaliadas em centenas de milhares de dólares.
Um dos destaques foi o relógio usado por Ronaldo Fenômeno, responsável por entregar o prêmio principal a Kane. O ex-jogador escolheu um H. Moser & Cie. Endeavour Tourbillon Concept Vantablack em ouro rosé, modelo de 40 milímetros conhecido pelo mostrador praticamente sem reflexos.
O diferencial está no Vantablack, material composto por nanotubos de carbono capazes de absorver 99,965% da luz visível. O resultado é uma superfície de aparência extremamente escura, que cria a impressão de que o turbilhão voador, posicionado às 6 horas, está suspenso no vazio.
Sem logotipo, índices ou inscrições no mostrador, a peça segue a proposta minimalista da manufatura suíça. O mecanismo automático HMC 804 oferece 72 horas de reserva de marcha, enquanto o valor de lançamento chegou a 75 mil francos suíços.
Para Renan Bastos, especialista em relógios de luxo e fundador da RC Crown, a escolha chama atenção justamente pela ausência de elementos tradicionais de identificação.
“Numa noite de tanta ostentação, o relógio mais sofisticado do palco era justamente o que não tinha nem logotipo. O Vantablack é tecnologia de verdade: o mostrador absorve praticamente toda a luz, e o turbilhão fica flutuando no preto absoluto. É uma peça para quem conhece relojoaria, não para quem quer aparecer”, afirma.
Já Lamine Yamal, terceiro colocado na premiação e vencedor do Troféu Kopa, destinado ao melhor jogador jovem, apareceu com um Richard Mille RM 67-01 em ouro rosé.
Aos 19 anos, o atacante do Barcelona apostou em um modelo extraplano, equipado com movimento automático esqueletizado CRMA6, de apenas 3,6 milímetros de espessura. A construção permite observar parte do funcionamento interno do relógio, característica marcante das criações da Richard Mille.
A peça, acompanhada de uma pulseira rosa que combinava com os detalhes do traje, foi avaliada por publicações especializadas em aproximadamente US$ 270 mil.
“O RM 67-01 é o Richard Mille pensado para ser fino e leve, sem perder a identidade da marca. Num jogador de 19 anos, mostra que a nova geração do futebol já chegou colecionando no nível mais alto da relojoaria”, diz Renan Bastos.
O relógio escolhido por Harry Kane, por sua vez, pertence a uma categoria ainda mais restrita do catálogo da Rolex. O atacante apareceu com um Cosmograph Daytona “Blue Sapphire”, referência 126599TSA, modelo conhecido por não integrar a linha regularmente anunciada pela fabricante.
Produzido em ouro branco, o relógio de 40 milímetros apresenta aro cravejado com 36 safiras azuis em lapidação baguete, mostrador de obsidiana natural e movimento automático calibre 4131.
A imprensa britânica estimou o valor da peça em aproximadamente 1 milhão de libras. O mesmo modelo também foi visto anteriormente no pulso do ex-tenista Roger Federer, durante a Laver Cup de 2025.
“Daytona fora de catálogo é outro campeonato. A Rolex não anuncia, não expõe e não vende para quem pede: ela oferece para quem escolhe. Para um jogador que passou a carreira sendo cobrado por um grande título individual, fechar a noite da Bola de Ouro com uma peça dessas é uma declaração”, avalia Renan Bastos.
Embora pertençam a propostas diferentes, os três relógios ajudam a ilustrar a diversidade da alta relojoaria contemporânea. Enquanto a H. Moser & Cie. aposta na discrição visual e na complexidade mecânica, a Richard Mille combina materiais, leveza e arquitetura contemporânea. A Rolex, por sua vez, mantém o apelo de modelos raros e de distribuição restrita.
As escolhas também mostram como os relógios passaram a ocupar um espaço cada vez mais visível em cerimônias esportivas e eventos internacionais, acompanhando a moda e os acessórios como parte da apresentação pública dos atletas.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP