Setor de Alimentação da RMC tem 3.873 contratações em fevereiro e fecha o mês com saldo de 847 novos empregos
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Depois de iniciar 2025 com saldo negativo, o setor de Alimentação da Região Metropolitana de Campinas (RMC) voltou a contratar com força em fevereiro. Segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregos e Desempregado (Caged), divulgados na última sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho, o grupo os bares e restaurantes da região registraram 3.873 admissões e 3.026 demissões, com a geração de 847 novos empregos com carteira assinada (saldo entre admissões e demissões) em fevereiro. No mesmo mês de fevereiro de 2024 o saldo foi positivo em 444 novos empregos.
Em fevereiro, 18 dos 20 municípios da RMC tiveram saldo positivo. Campinas (416), Hortolândia (163), Itatiba (97), Holambra (57) e Indaiatuba (52) tiverem os melhores desempenhos. Engenheiro Coelho teve o mesmo número de admissões e demissões, somente Cosmópolis registrou o fechamento de 4 postos. Para efeito de comparação, em janeiro o saldo foi negativo em 13 dos 20 municípios da RMC.
Os dados acumulados no primeiro bimestre de 2025 (janeiro e fevereiro) também são bem superiores no comparativo com o mesmo intervalo de 2024. Neste ano, o grupo Alimentação acumula saldo de 626 novos empregos com carteira assinada, contra 19 no ano passado.
Para André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas, os dados do Caged de fevereiro e acumulado do primeiro bimestre são positivos. “Mostram que o setor de alimentação fora do lar é bastante resiliente, após enfrentar um janeiro negativo em contratações”, explica. “O mais interessante é o saldo acumulado nos dois meses, com 626 novos empregos gerados, contra 19 no ano passado”.
Segundo o presidente da Abrasel Regional Campinas, apesar de haver uma renovação natural do quadro de colabores no setor a cada virada de ano, as novas vagas geradas estão ligadas à abertura de novos estabelecimentos e ao aumento do quadro de funcionários. “São coisas positivas, mas temos de lembrar que o setor ainda vive incertezas quanto à economia e ao fim do programa Perse, em abril, que pode trazer impactos negativos para todo o setor”, acrescenta.
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