A inteligência artificial já faz parte da vida financeira da maioria dos brasileiros, mas o desejo é que ela seja suporte, não substituta. Isso é uma das teses encontradas na pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca.
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Do total, 80% dos entrevistados querem aprender a administrar melhor suas finanças e 65% esperam que a inteligência artificial funcione como orientadora, sem assumir o controle das decisões financeiras. A pesquisa mostra ainda que mais de um terço das pessoas já preferem usar IA para receber recomendações personalizadas, mas apenas 14% aceitariam que a tecnologia tomasse decisões por elas.

Os resultados apontam para uma tendência cada vez mais forte em que o banco deixa de ser visto apenas como espaço meramente transacional e passa a ser percebido como aliado estratégico na organização e no planejamento.
“Do ponto de vista antropológico, essa expectativa revela uma mudança cultural importante: a tecnologia deixa de ser apenas um meio de transação e passa a ocupar também um papel educativo, ajudando as pessoas a compreender e planejar sua vida financeira de forma mais consciente. O brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero”, analisa Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca.
O que o brasileiro quer da IA nas finanças
O estudo aponta que, entre os aspectos que fariam as pessoas confiarem no uso de uma solução de IA para finanças, os pilares mais importantes são: ter uma linguagem simples (40%) e conhecer as regras que regem a IA (39%).
No Itaú Unibanco, esse movimento se reflete em uma evolução constante no uso de IA generativa. O banco já oferece soluções conversacionais para apoiar os clientes em questões transacionais, por meio do Pix no WhatsApp, e de consultoria, com a Inteligência Itaú para Investimentos e a Inteligência Itaú aplicada no Itaú Emps, solução voltada para gestão de pequenos negócios. A proposta é utilizar a inteligência artificial para oferecer orientação, planejamento e clareza nas decisões, com empatia, personalização e uma tecnologia que se adapta ao perfil de cada cliente, respeitando seu ritmo e sua forma de lidar com dinheiro.

“Ouvimos constantemente nossos clientes e temos notado nitidamente que o brasileiro busca uma tecnologia que o oriente, mas sem tirar o seu protagonismo para a tomada de decisão. Ter a IA como um ‘copiloto’ é uma forma relevante de suporte para reduzir a ansiedade em torno do dinheiro e para conquistar mais autonomia financeira.
Por isso, no Itaú, a inteligência artificial é desenvolvida e utilizada de forma responsável, com governança, transparência e segurança em todas as etapas. Entendemos que o papel da tecnologia é promover mais bem-estar financeiro, por meio do acesso à informação e tornando a gestão das finanças mais simples, transparente e individualizada para cada cliente, sempre com o compromisso de criar tecnologia com propósito, segurança e acolhimento”, afirma Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.
Metodologia
A pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca, aplicou questionários estruturados de caráter quantitativo com 5 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, durante o ano de 2025. A amostra é representativa da população brasileira com 18 anos ou mais. O levantamento buscou mapear percepções, hábitos e comportamentos financeiros de diferentes gerações, com margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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