Com Djavan acontece justamente o contrário. Alguns artistas fazem parte do cotidiano das pessoas de forma tão próxima que se acredita não haver mais segredos para descobrir. Quanto mais se mergulha em sua história, mais aparecem surpresas que ajudam a explicar sua originalidade como compositor, intérprete e um dos maiores nomes da música brasileira.
Baseado na biografia-reportagem Djavan – dizem que o amor atrai (Trend Editora), de Tiago Ramos e Mattos, reunimos coincidências, decisões que mudaram a vida do músico e paixões que atravessam sua obra. Cada detalhe ajuda a compreender por que o cantor construiu uma carreira tão única.
1. “Djavan” nasceu de um sonho
Muito antes de o nome se tornar conhecido em todo o país, ele surgiu de um sonho de sua mãe, Virgínia. Ela contou que sonhou com um grande navio chamado “Djavan” e decidiu dar esse nome ao filho. Anos depois, quando iniciou a carreira artística, chegaram a sugerir mudanças para torná-lo mais comercial, como “Dejavan” ou “Djavany”. Felizmente, ele manteve o nome original.
2. O Brasil quase perdeu um cantor para ganhar um jogador de futebol
Na adolescência, Djavan levava o futebol tão a sério que sonhava em seguir carreira nos gramados. A mudança aconteceu de forma inesperada: durante uma aula prática de química, encontrou um violão em um canto da sala. Aos 16 anos, decidiu abandonar definitivamente o esporte para se dedicar à música, uma escolha que mudaria a história da MPB.
3. Sua primeira banda chamava LSD — mas não pelo motivo que muita gente imagina
O nome da primeira banda do artista não tinha qualquer relação com a substância psicodélica. LSD era a sigla de Luz, Som e Dimensão. No grupo, ele cantava principalmente músicas em inglês, especialmente dos Beatles, enquanto começava a desenvolver a identidade musical que marcaria sua carreira.
4. A paixão por plantas influenciou até suas composições
Djavan herdou da mãe o hábito de observar a natureza. Desde criança, aprendeu os nomes de plantas e flores e mantém esse interesse até hoje. Em seu sítio, criou um orquidário e chegou a transformar esse conhecimento em música, compondo “Orquídea”, recheada de referências botânicas e nomes científicos que unem sensibilidade e precisão.
5. Um caderno cheio de músicas inéditas muito antes da fama
Ainda em Maceió, antes de ser conhecido nacionalmente, o cantor já carregava para todos os lados um caderno grosso repleto de composições. Amigos da época lembram que o material continha apenas músicas autorais, mostrando que a criação sempre esteve no centro de sua trajetória, muito antes dos discos, dos palcos e do reconhecimento do público.
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