A Embraer vive um dos momentos mais promissores de sua história. Em análise publicada pela revista britânica The Economist, a fabricante brasileira foi apontada como uma empresa que ganha força no mercado global e pode aproveitar os atrasos enfrentados por Airbus e Boeing para ampliar sua participação na aviação comercial.

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Os números ajudam a explicar esse cenário. A empresa projeta entregar 255 aeronaves em 2026, frente às 141 entregues em 2021, enquanto sua carteira de pedidos alcançou o recorde de US$ 34,5 bilhões. Hoje, a Embraer é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder global no segmento de aeronaves com capacidade para até 150 passageiros.

Embraer nos EUA

Boa parte desse crescimento está diretamente ligada aos Estados Unidos. O país concentra aproximadamente 45% das vendas de jatos comerciais e 70% das vendas de jatos executivos da companhia. Além disso, a fabricante mantém 17 unidades em território americano, emprega mais de 2.500 profissionais e possui mais de US$ 3 bilhões em ativos no país, consolidando sua operação como uma das mais importantes fora do Brasil.

Esse avanço ocorre justamente em um momento em que Airbus e Boeing enfrentam gargalos de produção e acumulam cerca de 16 mil aeronaves encomendadas, com filas de espera que, em alguns modelos, chegam a uma década. O cenário abre espaço para fabricantes capazes de atender parte dessa demanda crescente.

Flórida concentra operações estratégicas

A presença da Embraer nos Estados Unidos vai muito além da comercialização de aeronaves. A Flórida se consolidou como um dos principais polos globais da empresa. Em Melbourne está localizada a sede da Embraer nos Estados Unidos, a sede mundial da divisão de aviação executiva, uma linha de montagem final de aeronaves e o primeiro centro de engenharia da fabricante instalado fora do Brasil. O estado também abriga centros de manutenção em Melbourne, Fort Lauderdale e Sanford.

Para o Dr. Vinícius Bicalho, advogado licenciado nos Estados Unidos, CEO da Bicalho Consultoria Legal e mestre pela University of Southern California (USC), esse movimento mostra como uma empresa brasileira conquistou espaço estratégico dentro da maior economia do mundo.

“A Embraer é um excelente exemplo de que empresas brasileiras podem competir em um mercado extremamente sofisticado como o americano. A presença da companhia nos Estados Unidos não representa apenas exportação de aeronaves. Ela movimenta inovação, fortalece cadeias produtivas e gera oportunidades para profissionais altamente qualificados em diversas áreas.”

Oportunidades vão muito além da engenharia aeronáutica

Segundo Bicalho, quando uma fabricante amplia sua produção e sua estrutura em território americano, toda uma cadeia econômica também cresce.

Além dos engenheiros aeronáuticos, o setor demanda profissionais de engenharia mecânica, elétrica, eletrônica e de produção, especialistas em tecnologia da informação, inteligência artificial, automação industrial, logística, cadeia de suprimentos, gestão de projetos, qualidade, certificação, manutenção aeronáutica, compras estratégicas e gestão industrial.

“É comum imaginar que esse mercado procura apenas pilotos ou engenheiros aeronáuticos. Na prática, estamos falando de uma indústria que depende de profissionais de tecnologia, manufatura avançada, logística, pesquisa, gestão e inovação. Isso amplia significativamente as possibilidades para brasileiros que possuem qualificação e experiência.”

Planejamento é essencial

O especialista ressalta que oportunidades profissionais em empresas ligadas ao setor aeroespacial exigem planejamento migratório adequado.

Dependendo do perfil do candidato, existem diferentes alternativas legais para trabalhar e viver nos Estados Unidos, seja por meio de vistos temporários de trabalho, transferências internacionais ou categorias destinadas a profissionais de alta qualificação.

“O profissional deve enxergar a imigração como parte do planejamento de carreira. Quanto mais cedo essa estratégia é estruturada, maiores costumam ser as possibilidades de aproveitar oportunidades que surgem em empresas globais instaladas nos Estados Unidos.”

Quem é Vinícius Bicalho

– Advogado licenciado nos EUA, Brasil e Portugal;

– Sócio fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.;

– Mestre em direito nos EUA pela University of Southern California;

– Mestre em direito no Brasil pela Faculdade de Direito Milton Campos (MG);

– Membro da AILA – American Immigration Lawyers Association;

– Responsável pelo Guia de Imigração da AMCHAM;

– Professor de Pós-graduação em direito migratório;

– O único advogado brasileiro citado na lista de “profissionais confiáveis” dos principais jornais americanos, como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, USA Today e The Los Angeles Times;

– Recentemente reconhecido pela America’s Best entre os Top 10 Immigration Law Attorneys de 2026.

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