Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva definida no segundo turno, o empresariado brasileiro se prepara para um 2027 de cautela e ajuste de custos. Pesquisa realizada pela Resenha Company com 92 empresários e executivos de sua comunidade revela que 56,5% pretendem cortar gastos renegociando dívidas e reduzindo despesas financeiras, a medida mais citada pelos respondentes, à frente de viagens, eventos e despesas corporativas (52,2%).

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O levantamento avaliou as expectativas para o novo mandato, que começa em 5 de janeiro de 2027.

“O empresariado chega a 2027 cético e cauteloso. A desconfiança na capacidade do governo de equilibrar as contas é muito alta, e isso alimenta a expectativa de que os juros permaneçam elevados. Diante desse ambiente, as empresas estão fazendo o que está ao alcance delas: cortando despesas, principalmente as financeiras e as corporativas, e segurando novos investimentos. Para os primeiros 100 dias, a mensagem é clara: controle fiscal e simplificação tributária são condições essenciais para que o setor produtivo volte a ter confiança para crescer”, afirma Vinicius Chechinato, fundador, sócio e CEO da Resenha Company.

Investimentos em compasso de espera

A maioria dos respondentes opta por segurar o apetite ao risco. Com a provável continuidade da atual política econômica, 43,5% pretendem manter o nível atual de investimentos nos próximos 12 meses e 26,1% planejam reduzi-los. Outros 21,7% ainda não sabem como vão se posicionar, e apenas 8,7% pretendem ampliar os aportes em expansão, tecnologia e equipamentos.

Onde as empresas pretendem cortar

Além das despesas financeiras (56,5%) e de viagens, eventos e despesas corporativas (52,2%), aparecem com 30,4% cada os ajustes no quadro de pessoal, em aluguéis, estrutura física e custos fixos, e em marketing e publicidade. Na sequência estão terceirizados e prestadores de serviços (17,4%), estoques e compras de insumos (13%) e tecnologia e softwares (8,7%). Apenas 21,7% dizem não pretender cortar gastos. Os respondentes podiam escolher até três opções.

Lula

O dado sobre pessoal merece atenção: quase um terço dos empresários considera reduzir o quadro de colaboradores, o que indica que a manutenção dos postos de trabalho pode ficar ameaçada caso o cenário não melhore.

Juros altos no radar e baixa confiança fiscal com Lula

Apesar da promessa do governo de manter o arcabouço fiscal e o esforço de ajuste nas contas, 47,8% dos entrevistados esperam estabilidade da Selic em patamar elevado em 2027 e 26,1% projetam alta, o que soma 73,9%. Apenas 13% apostam em queda consistente, e outros 13% não têm expectativa definida. O resultado sinaliza que o empresariado já precifica dificuldade para obter crédito barato no próximo ano.

 

A confiança de que o governo conseguirá equilibrar as contas públicas e estimular o crescimento a partir de 2027 é muito baixa para 73,9% dos respondentes, moderada para 17,4% e baixa para 8,7%. Nenhum entrevistado (0%) declarou confiança alta.

Prioridades para os primeiros 100 dias

Perguntados sobre as duas medidas que deveriam ser prioridade do novo mandato para o setor produtivo, 69,6% citaram controle de despesas e credibilidade fiscal, e 56,5%, a regulamentação e a simplificação da Reforma Tributária. Em seguida aparecem a redução do custo de crédito e a ampliação de financiamento, como o do BNDES (26,1%), e a redução da burocracia e a segurança jurídica (26,1%). Infraestrutura e concessões foram lembradas por 8,7%. O conjunto das respostas reforça o desejo por um ambiente de negócios mais previsível e menos oneroso.


Sobre a Resenha Company – A Resenha Company é um ecossistema de negócios que conecta empresários e executivos C-Levels por meio de uma comunidade curada, experiências proprietárias, acesso a grandes companhias e conexões estratégicas orientadas a resultados. Com uma metodologia própria, a Resenha transforma relacionamento em um ativo mensurável para o empresariado. Por meio do ERN (Efeito Resenha no Negócio) e de sua tecnologia proprietária de matchmaking, a companhia identifica desafios, qualifica conexões e acompanha os resultados gerados a partir dessas relações.

Além da comunidade, a Resenha desenvolve produtos e experiências voltados a diferentes desafios empresariais, combinando acesso, direcionamento e relacionamento em ambientes de alta confiança. Com o princípio “Primeiro se faz amigos, depois se faz negócios”, a Resenha parte da premissa de que relações genuínas, quando construídas com intencionalidade, podem gerar desenvolvimento, oportunidades e negócios.

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