Por Que Algumas Pessoas Chegam aos 50 com Aparência de 35?

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Nas redes sociais, um tipo de imagem tem chamado atenção: fotos de duas pessoas com a mesma idade cronológica, mas com aparências completamente distintas. Enquanto uma demonstra sinais avançados de flacidez, manchas e perda de contorno, a outra aparenta vitalidade, firmeza e expressão preservada.

A pergunta surge quase automaticamente: o que faz duas pessoas da mesma idade envelhecerem de forma tão diferente?

A resposta, segundo especialistas, está em um conceito que vem ganhando força nos últimos anos: o gerenciamento do envelhecimento.

O envelhecimento deixou de ser passivo

Durante décadas, envelhecer foi tratado como um processo inevitável e praticamente intocável. Rugas, flacidez e manchas eram vistas como consequências naturais e sem grandes possibilidades de intervenção além de cirurgias tardias.

Hoje, esse cenário mudou. A ciência passou a entender o envelhecimento como um processo biológico, progressivo e, em grande parte, gerenciável.

“Envelhecer não é apenas contar anos. É um processo que envolve perda de colágeno, alterações hormonais, inflamação, exposição solar, alimentação, sono e hábitos de vida”, explica a farmacêutica bioquímica e especialista em estética avançada Carla Caixeta.

“Quando esses fatores são acompanhados e tratados ao longo do tempo, o envelhecimento acontece de forma muito mais equilibrada.”

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A diferença entre tratar rugas e gerenciar o envelhecimento

O conceito de gerenciamento do envelhecimento parte de uma lógica diferente da estética tradicional. Em vez de esperar os sinais aparecerem para tentar corrigi-los, o foco está na prevenção, manutenção e estímulo biológico contínuo.

Isso significa:

  • estimular colágeno antes da flacidez avançar
  • tratar manchas ainda em estágios iniciais
  • preservar contornos faciais e corporais
  • manter a qualidade da pele ao longo dos anos

“O objetivo não é transformar o rosto de alguém, mas preservar sua identidade ao longo do tempo”, afirma Carla. “Quando o cuidado é feito de forma gradual e estratégica, o resultado é natural.”

As ferramentas que mudaram a forma de envelhecer

O avanço tecnológico ampliou as possibilidades de tratamento sem necessidade de cirurgias agressivas. Hoje, o gerenciamento do envelhecimento pode incluir:

  • Bioestimuladores de colágeno, que ativam a produção natural da proteína responsável pela firmeza da pele
  • Ultrassom micro e macrofocado, que atua nas camadas profundas, promovendo efeito lifting progressivo
  • Radiofrequência, que melhora a qualidade da pele e a circulação
  • Lasers e tecnologias regenerativas, que tratam manchas, textura e viço

Essas ferramentas não atuam apenas na superfície, mas na estrutura biológica da pele, estimulando processos naturais do organismo.

O tempo não passa igual para todos

A diferença entre duas pessoas da mesma idade está diretamente ligada a fatores como:

  • exposição solar acumulada
  • tabagismo e alimentação
  • qualidade do sono
  • níveis de estresse
  • genética
  • acesso a tratamentos preventivos

“O envelhecimento não é democrático. Ele responde aos estímulos que o corpo recebe ao longo da vida”, explica a especialista.

Estética como ferramenta de longevidade

O conceito de gerenciamento do envelhecimento não está ligado à busca por juventude eterna, mas sim à qualidade do processo de envelhecer.

Hoje, a estética bem feita não cria rostos artificiais. Ela preserva, estrutura e rejuvenesce com naturalidade. É um cuidado contínuo, quase como a manutenção de um organismo vivo, que responde melhor quando recebe estímulos corretos ao longo do tempo.

O gerenciamento do envelhecimento reflete uma mudança cultural. A ideia não é negar o tempo, mas envelhecer com vitalidade, identidade e equilíbrio. “Porque, no fim das contas, a diferença entre duas pessoas da mesma idade não está apenas nos anos vividos, mas na forma como esses anos foram cuidados”, conclui a especialista Carla Caixeta.

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Xuxa, Camila Pitanga e outras famosas apostam em bioestimuladores de colágeno

Famosas falam abertamente sobre abandonar a toxina e buscar estímulo de colágeno como alternativa estética

Durante anos, o Botox foi tratado como sinônimo de rejuvenescimento imediato. Mas um movimento silencioso entre celebridades brasileiras e internacionais começa a deslocar o foco da toxina para outro tipo de procedimento: os bioestimuladores de colágeno. Em vez de paralisar a musculatura para suavizar rugas, cresce a busca por tratamentos que estimulem a própria pele a se regenerar de forma progressiva, preservando expressão e naturalidade.

A apresentadora Xuxa Meneghel, de 61 anos, já deixou clara sua posição ao afirmar que não pretende recorrer ao Botox. “Não uso botox e não quero”, declarou ao comentar a pressão estética sobre o envelhecimento. Em outra ocasião, disse que prefere manter suas expressões naturais a “congelar o rosto” para agradar o público.

Camila Pitanga, de 47 anos, também abordou o tema de forma direta. A atriz afirmou que nunca aplicou Botox e que valoriza a naturalidade do próprio rosto. “Nunca fiz botox”, disse, ao explicar que prefere tratamentos que estimulem a qualidade da pele em vez de bloquear a movimentação facial.

Mas afinal, há uma substituição real acontecendo?

Para a médica Gina Matzenbacher (CRM-RJ 854492), especilista em estímulo de colágeno e responsável por tratamentos com Harmonize Gold, a mudança é mais estratégica do que radical. “A toxina botulínica atua relaxando o músculo responsável pela ruga de expressão. Já o bioestimulador atua na estrutura da pele, promovendo produção de colágeno e melhora da firmeza”, afirma.

Sabrina Sato, de 43 anos, e Anitta, de 31, já mencionaram publicamente o uso de bioestimuladores de colágeno como parte de seus cuidados estéticos, destacando a busca por firmeza progressiva e resultados mais naturais. Ambas reforçaram a preferência por tratamentos que atuem na qualidade da pele ao longo do tempo.

No cenário internacional, Jennifer Aniston, de 55 anos, também já falou sobre a importância de preservar expressão facial. A atriz afirmou que evita exageros e prefere procedimentos que mantenham naturalidade, priorizando a saúde e a estrutura da pele.

Segundo a especialista, o crescimento da procura por bioestímulo está ligado à mudança de expectativa das pacientes. “Muitas mulheres hoje querem qualidade de pele e sustentação, não apenas suavização pontual de linhas. O efeito do bioestimulador é progressivo e pode durar de 12 a 18 meses, dependendo do metabolismo e da área tratada”, explica.

Para Gina, o debate não é sobre abandono definitivo do Botox, mas sobre ampliação de abordagem. “Os tratamentos podem ser complementares. Não é uma disputa entre toxina e bioestimulador. O que está mudando é a forma como o envelhecimento é encarado. Existe uma busca maior por naturalidade e estrutura”, conclui.

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