O mineiro com cara de matuto viaja

 

Nos anos 90 do século passado, o Rev. Elben César criou um personagem para contar suas experiências de viagens pelo Brasil e mundo. Era “o mineiro com cara de matuto”. Seus textos foram publicados na Revista Ultimato. Ouso pegar emprestado a figura criada por ele para contar algumas de minhas experiências na viagem que fiz com minha esposa neste mês de janeiro.

É “o mineiro com cara de matuto” visitando a Itália. Uma experiência inesquecível guardada na memória do coração. Começamos pela encantadora cidade de Milão. O “mineiro com cara de matuto” ficou extasiado com a belíssima arquitetura da “Duomo” de Milão e com toda a arte sacra dentro dela. O mineiro ficou silente ante a suntuosidade do templo. Che bello!!

Ainda em Milão, “o mineiro com cara de matuto” jamais irá esquecer um nome na rica história italiana. Vitorio Emanuelle II, rei da Sardenha e o grande responsável pela unificação da Itália. É o “Pai da Pátria”, em Milão, reverenciado numa enorme galeria que leva o seu nome. Novamente, a arquitetura é de tirar o fôlego. Extasiado, o “mineiro com cara de matuto” ficou com dores no pescoço de tanto ficar com o olhar fixo para as alturas. Che bello!

Nas andanças por Milão, o “mineiro com cara de matuto” ficou impressionado com a mobilidade urbana da população, facilitada por um sistema de metrôs ultramoderno e confortáveis ônibus circulando em abundância pela cidade. Deu para o “mineiro com cara de matuto” dar uma espiada no Castelo Sforzesco que abriga ricos museus e belos jardins. O mineiro, emocionado, pensou: Che bello!

O “mineiro com cara de matuto” foi conhecer também o lago de Como, localizado na região da Lombardia, ao norte do país. Lindo! É o terceiro maior lago do país, cercado por montanhas. O “mineiro com cara de matuto” se sentiu em casa quando viu as montanhas. Afinal, Minas é montanha pura. O mineiro sentiu saudades de casa. Ele pode, além de conhecer, Lugano, conhecer Bellagio e Como, onde o mineiro provou um vinho quente para espantar um pouquinho o frio. O mineiro, com o coração agradecido, pensou: Che bello!!

O atrevimento do mineiro o levou a Tirano, onde o matuto pegou um trem (trem mesmo!) pelos Alpes até St. Moritz, na Suíça. O “mineiro com cara de matuto” pensou que iria morrer de frio. Nem o chocolate quente adiantou. Que frio! Mas, o mineiro, agradecido, suspirou dizendo: Che bello!

A viagem continua…

É isso!

O mineiro com cara de matuto viaja, por Pr Ailton Gonçalves

Ailton Gonçalves Dias Filho,

Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie

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