Morreu por choque com a taser- Três guardas civis municipais de Santa Bárbara d’Oeste foram afastados das funções após a morte de um homem de 41 anos durante uma abordagem na noite de segunda-feira (2). A vítima, Luis Ricardo Sunega, foi atingida por disparos de arma de eletrochoque (taser), chegou a ser socorrida com vida, mas morreu pouco depois no hospital.
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Segundo o boletim de ocorrência, a situação começou após um acidente de motocicleta. Os guardas relataram que o homem teria se exaltado durante a abordagem, colidido contra uma árvore e caído. Ainda de acordo com os agentes, foi necessária a participação de nove homens para contê-lo.

Os guardas afirmaram que Luis teria arrebentado uma algema, o que teria levado ao uso da arma de choque para imobilizá-lo. O registro policial também aponta que o local da ocorrência não foi preservado e que o veículo envolvido foi retirado sem comunicação prévia à delegacia.
A delegada responsável autuou os três agentes por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Para a autoridade policial, não há indícios de dolo, mas a reação dos guardas foi considerada desproporcional diante de um acidente de trânsito, caracterizando possível imprudência.
Os agentes foram presos, pagaram fiança de R$ 1,6 mil e vão responder ao processo em liberdade. As armas foram apreendidas e o caso segue sob investigação no 2º Distrito Policial de Santa Bárbara d’Oeste.
Em nota, a Prefeitura informou que lamenta o ocorrido e que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal instaurou um procedimento interno para apurar os fatos. Durante a investigação, os três guardas permanecerão afastados das atividades operacionais externas.
Fios de taser
A perícia constatou que a vítima apresentava fios do taser ainda presos ao corpo, além de marcas de algema nos punhos e tornozelos e ferimentos na canela. Médicos relataram que ele chegou ao hospital com vida, mas não resistiu.
Segundo o boletim, profissionais de saúde apontaram que, caso a vítima tivesse algum problema cardíaco, o choque elétrico poderia ter provocado o evento fatal. Também foi citado que, em casos de surto associado ao uso de drogas, hipótese levantada pelos guardas, o uso do taser pode potencializar lesões no coração.
A esposa de Luis contestou essa versão. Ela afirmou que o marido não tinha histórico de uso de cocaína nem transtornos mentais. Segundo ela, Luis havia ingerido duas latas de cerveja e seguia para encontrar um colega que lhe daria carona para o trabalho no dia seguinte.
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