A recente aparição de Vini Jr. em um evento em Goiânia chamou a atenção não apenas pela reconciliação com Virginia Fonseca, mas também por uma aparente mudança em seu rosto. Nas redes sociais, internautas compararam imagens antigas e recentes do jogador e atribuíram o novo visual a uma possível harmonização facial.
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Independentemente de ter havido ou não alguma intervenção, as dúvidas despertadas pelo caso evidenciam uma tendência crescente na estética: a valorização de resultados naturais, que não denunciem o procedimento nem interfiram na identidade do paciente.

“Uma harmonização bem feita é aquela que ninguém percebe, pois fica natural e não interfere na identidade. As pessoas comentam que você está com uma aparência descansada ou mais bonita, mas não conseguem dizer exatamente o motivo. Quando existe exagero, normalmente vemos perda da naturalidade, excesso de volume na mandíbula, nas maçãs do rosto ou nos lábios, além de uma desproporção entre as estruturas da face”, explica a Dra. Heloise Manfrim, cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Ela acrescenta que, além da questão estética, aplicações repetidas e sem planejamento podem gerar inflamações, irregularidades e até modificar a anatomia dos tecidos ao longo do tempo, deixando futuras correções mais difíceis. “Hoje, felizmente, a tendência tem sido justamente o contrário do que vimos alguns anos atrás. O objetivo agora é preservar as características do paciente e buscar resultados muito mais naturais”, diz a médica.
Quando bem indicada e planejada de maneira individualizada, a harmonização facial pode sim contribuir para alcançar resultados naturais e equilibrados. Isso porque, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se trata de um procedimento específico, mas sim de um termo criado para definir um conjunto de procedimentos estéticos que visam a melhora das proporções da face, podendo assim ser adaptada para atender as necessidades de cada paciente.
“Grande parte das vezes, a queixa do paciente foca apenas em uma estrutura específica do rosto, quando, na verdade, o incômodo vem da falta de proporção entre diversas estruturas que compõem a face. A harmonização facial consiste então em deixar todas estas estruturas harmônicas entre si e para isso é necessário um diagnóstico preciso da causa da queixa do paciente”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro da SBCP.

Entre os procedimentos compreendidos pela chamada harmonização facial destacam-se principalmente os injetáveis, como preenchedores, toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno, mas tecnologias também podem ser utilizadas. Inclusive, esses tratamentos podem e devem ser combinados, pois cada um deles possui uma função e indicação específica. A toxina botulínica, por exemplo, atua na musculatura, evitando contração do músculo e consequentemente as fraturas da pele, porque a face acompanha a movimentação muscular.
“Aplicada em pontos estratégicos e com doses personalizadas, a substância pode suavizar marcas de expressão sem comprometer a dinâmica facial. Além disso, há um efeito de prevenção do envelhecimento muito interessante, pois reduzimos a demarcação que essa musculatura causa”, diz a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “A paralisia, no entanto, é temporária, pois a função muscular é restaurada conforme a formação de novas junções neuromusculares”, detalha a dermatologista.
Já os preenchedores injetáveis utilizam ácido hialurônico para promover volume em certas regiões da face. “O ácido hialurônico é a substância mais segura entre os preenchedores injetáveis justamente por ser naturalmente produzida pelo organismo. Para esse fim, o ácido hialurônico passa por um processo conhecido como cross-link, que o torna mais resistente à ação de enzimas naturais de nosso organismo. Com isso, o produto tem sua absorção dificultada e permanece mais tempo no local aplicado, conferindo volume e sustentação ao rosto”, diz a Dra. Beatriz Lassance.
“Os preenchimentos podem ser usados para tratar uma série de problemas, incluindo rugas, afinamento dos lábios, linhas finas ao redor da boca, perda de volume sob os olhos e nas costas das mãos e sulcos nasolabiais, entre outros”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da SBD. Ela acrescenta que, embora os resultados e a longevidade variem com base no local da injeção e nas características do paciente, geralmente duram entre seis e 12 meses.

Com relação aos bioestimuladores de colágeno, a Dra. Paola explica que, como o próprio nome já diz, são substâncias como o Ácido L-Polilático e a Hidroxiapatita de Cálcio que, quando injetadas na pele, induzem uma resposta inflamatória do organismo que leva à produção de colágeno, melhorando a firmeza. Mas, quando o assunto é bioestímulo de colágeno, os injetáveis não são a única opção e as tecnologias também podem ser interessantes. “Temos o Volnewmer, por exemplo, que, por meio de radiofrequência monopolar, aquece a derme, chegando até a temperatura de 60°C, o que estimula e reorganiza as fibras de colágeno. Com isso, há melhora da textura e do viço da pele e redução dos sinais de envelhecimento”, diz a médica.
Outra opção de tecnologia para essa finalidade é o Ignite RF. “Ele entrega a radiofrequência bipolar de diferentes formas. Na superfície, usa a já conhecida tecnologia Morpheus, com microagulhas que emitem calor para rejuvenescimento. E a camada subdérmica também recebe estímulo com a nova ponteira QuantumRF, que proporciona uma poderosa contração tecidual sem causar danos à derme. Assim, temos um efeito lifting expressivo com um tratamento minimamente invasivo, seguro, preciso e eficaz”, explica a Dra. Flávia Brasileiro.
Dada a enorme variedade de opções, é importante ressaltar que a escolha entre os tratamentos e a possibilidade de combiná-los depende de um exame médico cuidadoso e do diagnóstico correto da pele para então definir quais áreas serão tratadas e com quais técnicas. “É muito frequente associarmos técnicas na nossa rotina. Com a associação, os efeitos são mais expressivos e os resultados são excelentes e mais naturais. Mas cada paciente deve ser tratado individualmente e os resultados variam de pessoa para pessoa”, diz a Dra. Paola Pomerantzeff.
E no caso de atletas, não é preciso se preocupar com impactos na performance esportiva. “Depois de um preenchimento facial, por exemplo, o ideal é evitar atividade física intensa por cerca de 24 a 48 horas apenas, porque o exercício pode aumentar o inchaço e favorecer hematomas. Já uma cirurgia facial exige um tempo de recuperação bem maior, que varia conforme o procedimento realizado. E no caso de atletas profissionais, esse planejamento deve ser ainda mais cuidadoso, justamente para que o procedimento não interfira na performance nem no calendário de competições. De forma geral, quando tudo é bem planejado e respeitado o tempo de recuperação, não existe prejuízo para o desempenho esportivo a longo prazo”, finaliza a Dra. Heloise Manfrim.
FONTES:
*DRA. HELOISE MANFRIM: Cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS) e da Associação Brasileira de Lipedema (ABL). Graduada em Medicina pela Universidade de Marília (Unimar) com título de especialista em Cirurgia Plástica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é embaixadora da Cirurgia Plástica Funcional. Autora dos livros “O Norte” e “Lipedema: uma abordagem além da superfície”, também é CEO da Clínica Dall’Ago & Manfrim, em Maringá, e fundadora e CEO do CELIP (Centro Especializado em Tratamento de Lipedema). CRMPR 35938 | RQE 20592 | Instagram: @plasticaetal
*DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. CRM 69759 | RQE 15053 | Instagram: @drabeatrizlassance
*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. CRM 115941 | RQE 29608 | Instagram: @drapaoladermatologista
*DRA. FLÁVIA BRASILEIRO: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com mais de 20 anos de atuação em Dermatologia e Cosmiatria. Formada em Medicina na Universidade do Oeste Paulista, de Presidente Prudente (SP), fez Residência em Clínica Médica na Irmandade Santa Casa de São Paulo e em Dermatologia na Universidade do Oeste Paulista. Foi docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Paulista, de 2007 a 2014. A médica participa periodicamente de Congressos, Workshops e Simpósios nacionais e internacionais. CRM 107169 | RQE 56407. Instagram: @flaviabrasileirodermato | @renascencedermatologiapp
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