“admin” foi a senha mais usada no Brasil em 2025
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A NordPass e a NordStellar lançaram em conjunto a sétima edição da pesquisa anual “As 200 Senhas Mais Comuns”. Este ano, além de identificar as senhas mais usadas em todo o mundo e em 44 países, a pesquisa também se concentrou em entender como as senhas usadas por diferentes gerações variam.
Embora o estudo volte a expor um padrão global de descuido básico com segurança digital, ele também revela nuances importantes sobre o comportamento dos usuários. As escolhas de senhas mudam conforme a idade, o grau de exposição à tecnologia e os hábitos de navegação, o que ajuda a entender por que certas combinações continuam tão populares mesmo em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.
No Brasil, a senha “admin” continua dominando o ranking, mas algumas nuances locais também se destacam. Senhas como “mudar123”, “escola1234” e “gvt12345” refletem como palavras cotidianas e referências conhecidas ainda moldam os hábitos dos usuários. A palavra “mudar” em português sugere até que a maioria dos usuários reconhecem que precisam trocar de senha, mas ainda optam por combinações fáceis de adivinhar.
Além disso, a senha ‘123456’ também continua liderando, junto com ‘12345678’ e ‘102030’, mostrando a vulnerabilidade dos passwords no país. Assim, embora os especialistas em cibersegurança não parem de repetir que senhas simples são muito fáceis de adivinhar usando um dicionário e ataques de força bruta, os brasileiros parecem que estão ignorando os alertas. Palavras, combinações de números e padrões de teclado comuns dominam o top 20 do Brasil (abaixo).
- admin
- 123456
- 12345678
- 102030
- 123456789
- 12345
- 12345678910
- 123mudar
- 10203040
- gvt12345
- password
- 22446688
- 142536
- mudar123
- 1234567
- escola1234
- 111111
- 1234567890
- 123123
- 1q2w3e4r
Tendências globais
Globalmente, o estudo revela que, “123456” é a senha mais comum, seguida por “admin” em segundo lugar e “12345678”, outra sequência numérica simples, em terceiro. Essas sequências fracas, que vão de “12345” a “1234567890”, além de senhas comuns, como “qwerty123”, dominam as listas do top 20 de muitos países.
Em comparação com as senhas do ano passado, os pesquisadores observaram um aumento significativo no uso de caracteres especiais. Este ano, 32 senhas na lista mundial incluem esses caracteres, um aumento significativo, já que eram apenas 6 há um ano. O caractere especial mais comum nas senhas é “@” e a maioria das senhas, infelizmente, não é mais complexa que “P@ssw0rd”, “Admin@123” ou “Abcd@1234”.
A palavra “password” ainda é uma das senhas mais comuns em todo o mundo. Ela é usada tanto na forma em inglês, quanto em idiomas locais em quase todos os países estudados, como “heslo” na Eslováquia, “salasana” na Finlândia, “motdepasse” na França e “contraseña” na Espanha.
“Em geral, apesar de todos os esforços de conscientização digital e em cibersegurança ao longo dos anos, os dados revelam apenas pequenas melhorias nos bons hábitos relacionados a senhas. O mundo está lentamente passando a empregar chaves de acesso, um novo método de autenticação sem senha que se baseia em dados biométricos, mas, até que essa novidade seja amplamente adotada, senhas fortes continuarão muito importantes.
Especialmente porque cerca de 80% das violações de dados são causadas por senhas comprometidas, fracas e reutilizadas, e os criminosos intensificarão ao máximo seus ataques, até encontrarem um obstáculo intransponível”, diz Karolis Arbaciauskas, chefe de produto da NordPass.
Além disso, a pesquisa mostra que para os nativos digitais, que cresceram imersos em um mundo conectado, a grande exposição à tecnologia não resultou em uma compreensão maior das práticas básicas de segurança de senhas ou dos riscos graves associados à escolhas erradas.
“Em relação às senhas, os jovens de 18 anos têm hábitos similares a pessoas de 80. Combinações numéricas, como “12345” e “123456”, estão no topo das listas de todas as faixas etárias. A maior diferença é que as gerações mais antigas costumam usar mais nomes nas senhas”, diz Arbaciauskas.
A pesquisa revela que as pessoas da geração Z e Y raramente usam nomes nas senhas e preferem combinações como “1234567890” e “skibidi”. O uso de nomes nas senhas se torna mais prevalente com a geração X, e tem um pico entre os Baby Boomers.
Entre as pessoas da geração X, o nome mais popular usado como senha é “Veronica”. Para Baby Boomers, é “Maria” e para a geração silenciosa, é “Susana”.
Dicas de segurança para senhas
De acordo com Arbaciauskas, algumas regras básicas podem melhorar muito os hábitos digitais das pessoas e ajudar a evitar que elas se tornem vítima de ataques cibernéticos devido a uma gestão irresponsável das senhas:
- Crie senhas ou frases aleatórias fortes. As senhas devem ter pelo menos 20 caracteres e serem uma combinação aleatória de números, letras e caracteres especiais.
- Nunca reutilize senhas. A regra geral é que cada conta deve ter uma senha exclusiva porque, caso uma seja invadida, os hackers podem usar as mesmas credenciais em outras contas.
- Revise suas senhas. Verifique regularmente o estado das suas senhas. Identifique quais são fracas, antigas ou reutilizadas e troque para senhas novas e complexas, para aumentar sua segurança online.
- Use um gerenciador de senhas. Ele pode ajudar a gerar, armazenar, revisar e gerenciar com segurança todas as suas senhas, para que elas fiquem bem protegidas, sejam difíceis de quebrar e estejam disponíveis quando você precisar.
- Ative a autenticação multifator (MFA). Ela acrescenta uma camada de segurança. A MFA ajuda a impedir o acesso dos hackers mesmo que a senha seja violada.
Metodologia da pesquisa
Esse relatório é o resultado do trabalho em conjunto da NordPass e da NordStellar com pesquisadores independentes especializados na pesquisa de incidentes de cibersegurança. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, analisamos as senhas expostas em violações de dados públicos recentes e repositórios da dark web, com a extração estatística dos dados agregados. Nenhum dado pessoal foi adquirido ou comprado para a realização desta pesquisa.
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