Concessionária aplica o IPCA acumulado e ex-vereador criticou ‘presente de Natal’
Os moradores de Sumaré ‘ganharam’ neste final de ano o ‘presente’ da BRK Ambiental – concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto – que a tarifa será reajustada em 5,17% a partir de 10 de fevereiro de 2026.
Segundo nota encaminhada ao Novo Momento, a BRK comunicou que o índice escolhido corresponde à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente ao período de outubro de 2024 a setembro de 2025.
O reajuste tarifário foi homologado pela Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), por meio da Resolução nº 672/25, e será aplicado para todas as categorias e faixas de consumo. Isso significa que, na primeira faixa de consumo (de 0 a 10m³) da categoria residencial, por exemplo, o valor a ser pago será de R$ 72,70, ante os R$ 69,12 anteriores, para os usuários com abastecimento de água e esgotamento sanitário, considerando coleta e tratamento de esgoto.
A empresa destaca que disponibiliza a opção de Tarifa Residencial Social para famílias de baixa renda, a partir de critérios mínimos previstos na Resolução da ARES-PCJ nº 592/24 e de uma análise do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Sumaré.

“Presente de Natal”
Crítico contumaz da BRK Ambiental, o ex-vereador Willian Souza se manifestou. “Foi o presente de Natal da BRK pra Sumaré. Aumentar a conta de água nos últimos dias do ano”, apontou. Segundo ele, não houve consulta pública ou aviso prévio. “Sem conversar com a população. E em um ano que faltou tanta água na nossa cidade”, acrescentou.
Willian Souza cita que Valor maior que a inflação, que fechou o ano em aproximadamente 4,5%. “É um grande absurdo. Teria que ter consulta pública, pra que a população pudesse participar”. Denúncia no Ministério Público, na BRK Ambiental e na agência reguladora. “Pra ver se esse processo foi legal”.
O educador Vinícius também criticou a medida. “Pago R$ 120 em uma casa germinada, sendo apenas eu o morador. Vão melhorar a qualidade da água e a distribuição será diária?”, questiona. Outros munícipes fizeram publicações e marcaram a BRK Ambiental, que responde a todos e pede o contato no particular.