Gravidez e risco- Recentemente, as gestações de Sabrina Sato, Anne Hathaway, Gisele Bündchen, Mariana Rios, trouxeram à tona o tema da gravidez após os 40 anos, uma possibilidade que tem se tornado mais frequente para muitas mulheres. Esse cenário, além de inspirador, exige atenção especial e um acompanhamento médico cuidadoso para que o processo seja seguro e saudável.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP
Embora a gravidez natural seja possível nessa faixa etária, especialistas em reprodução humana reforçam que a partir dos 40, os cuidados com a saúde da mulher e a avaliação médica criteriosa são essenciais.
Dra. Graziela Canheo, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana da La Vita Clinic explica que com o avanço da idade ocorre uma redução natural no número e na qualidade dos óvulos, o que impacta tanto as chances de gravidez quanto os riscos de complicações.
“Aos 40, engravidar naturalmente ainda é possível, mas é importante que a mulher e o casal façam um check-up completo, que identifique possíveis fatores que possam impactar a fertilidade e a saúde da gestação”, destaca. Exames como avaliação das trompas, ultrassom e dosagem hormonal, além de um controle de condições de saúde como hipertensão e diabetes, ajudam a assegurar uma gestação mais tranquila e monitorada.
Para aquelas que desejam adiar a maternidade, o congelamento de óvulos tem se mostrado uma alternativa valiosa. Como explica a Dra. Paula Fettback, ginecologista especialista em reprodução humana pela FEBRASGO, a técnica permite que a mulher preserve óvulos mais jovens, aumentando as chances de uma gravidez segura no futuro e reduzindo os riscos de alterações cromossômicas. “O congelamento de óvulos, quando realizado antes dos 40, funciona como um seguro para as mulheres que, por diversas razões, preferem postergar a maternidade”, comenta Fettback.

Os avanços da medicina reprodutiva também têm oferecido alternativas que beneficiam as mulheres que desejam engravidar após os 40. A análise cromossômica embrionária e o cultivo embrionário com tecnologia timelapse, por exemplo, ajudam a identificar embriões viáveis e com maior potencial de implantação, o que aumenta as taxas de sucesso em tratamentos como a fertilização in vitro (FIV). “Embora não possamos aumentar a quantidade de óvulos, essas tecnologias oferecem maior segurança e viabilidade ao processo de gravidez assistida”, explica Dra. Graziela.
Para muitas mulheres, a maternidade após os 40 é uma escolha que envolve segurança financeira, estabilidade emocional e um planejamento mais detalhado, mas que também requer cuidados adicionais com o estilo de vida.
Alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e cuidados com a saúde mental são considerados essenciais por especialistas para assegurar uma gravidez tranquila. “A saúde da mãe e do bebê está diretamente relacionada a esses cuidados, e a escolha de profissionais capacitados faz toda a diferença no acompanhamento”, complementa a Dra. Paula Fettback.
A gravidez após os 40, que antes era exceção, torna-se cada vez mais viável graças ao apoio da medicina e dos avanços reprodutivos.
Dra. Paula Fettback
CRM 117477 SP
CRM 33084 PR
- Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina – UEL (2004).
- Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007)
- Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana.
- Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan – USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016).
- Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
- Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM – 2016)
- Médica da Clínica MAE São Paulo – SP
- Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020)
Dra. Graziela Canheo
CRM 145288 | RQE 68331
Ginecologista e Obstetra
Reprodução Humana
- Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010)
- Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013)
- Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014)
- Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015)
- Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016)
- Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019)
- Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana
- Diretora técnica e médica da La Vita Clinic
Leia + sobre saúde