A Justiça de Sumaré aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou o vereador Hélio Silva (Cidadania), conhecido como “Mister M”, réu por duas acusações de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo e munições.
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Preso desde 9 de setembro de 2026, durante a Operação Archimagus, o parlamentar está detido há quase dois meses. A Justiça também decretou sua prisão preventiva e determinou seu afastamento da Presidência da Câmara por pelo menos 180 dias.
Hélio Silva segue vereador
Apesar do afastamento, Hélio Silva não perdeu o mandato de vereador. Ele continua ocupando o cargo, mas está impedido de exercer suas funções parlamentares por determinação judicial. A medida não representa cassação, e Lucas Agostinho (União Brasil) assumiu interinamente a Presidência da Câmara.

Segundo as investigações, Hélio é suspeito de financiar a compra, o armazenamento e a distribuição de drogas na região. Durante as buscas em sua residência, foram apreendidas duas armas, 105 munições e mais de R$ 18 mil em dinheiro.
A investigação também apura o possível uso de imóveis, empresas e veículo oficial da Câmara no esquema, além da suspeita de utilização de recursos ilícitos em atividades político-eleitorais.
Diante das acusações, a expectativa é que a Câmara Municipal de Sumaré, por meio do Conselho de Ética, analise se existem fundamentos para apurar possível quebra de decoro parlamentar, o que pode abrir uma discussão sobre a permanência do vereador no cargo.

Com a denúncia aceita, Hélio Silva será julgado pela Justiça pelas acusações de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo e munições. Caberá ao Judiciário analisar as provas e decidir se haverá condenação pelos crimes atribuídos ao parlamentar.
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