Intervenção contra alagamentos fechou acesso a trecho de avenida e veículos desviam por bairros; vereador cobra alternativas e mais agilidade na obra

O fechamento completo por pelo menos 50 dias de um trecho da Avenida Ampelio Gazzetta, em Nova Odessa, para a realização de obra de contenção de enchentes, acabou jogando o intenso trânsito regional para dentro de bairros. O resultado é de congestionamentos e transtorno a moradores das vias sobrecarregadas.

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Na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (9) o assunto foi debatido pelo vereador Paulo Bichof (Podemos), que cobra da Prefeitura melhores estratégias de desvios no trânsito, de modo a minimizar o impacto dos moradores dos bairros no entorno, além de pedir mais agilidade na execução da obra.

O trecho de descida/subida da Avenida Ampelio Gazzetta foi interditado nos dois sentidos no dia 27 de maio, na altura do Córrego Capuava, em trecho conhecido como “Pescoço da Égua”. No local será construída nova travessia de águas pluviais. O objetivo é solucionar os recorrentes problemas de alagamentos e erosão no local.

Bloqueio

De acordo com a Prefeitura, o bloqueio terá duração prevista de 50 dias, podendo ser prorrogado conforme o andamento dos trabalhos e as condições climáticas. Portanto, até pelo menos meados do mês de julho o trecho deverá continuar sem receber o grande tráfego de veículos entre as cidades da região.

No período, os desvios sugeridos são os seguintes:

* Para quem está na Avenida Ampélio Gazzeta e segue no sentido Sumaré, a recomendação é virar à direita para acessar a Rua Doutor Ernesto Sprogis. Em seguida, virar à esquerda na Rua Sigesmundo Andermann. Virar novamente à esquerda na Rua Fioravante Martins e retornar à Avenida Ampélio Gazzetta após o ponto de interdição. Já quem trafega no sentido Americana deve fazer o mesmo trajeto, porém no sentido inverso.

* Outra opção mais rápida para quem está na Avenida Ampélio Gazzeta e segue sentido Sumaré é virar à esquerda para a Rua Doutor Ernesto Sprogis e, em seguida, virar à direita na rotatória da Avenida Carlos Botelho, acessando Rodovia Walter Manzatto, em Sumaré. Para quem trafega no sentido Americana o trajeto é o mesmo, mas no sentido inverso.

Ampelio Gazzetta 

Cobrança da obra na Ampelio Gazzetta 

No uso da palavra na tribuna livre, Paulo Bichof disse que muitos moradores estão sentindo o impacto das rotas. “Somos cobrados enquanto vereadores. Do trânsito no bairro Maria Helena. A Rua Heitor Cibin está subindo e descendo. Tem morador dizendo que está impossível entrar em casa e manobrar o carro quando chega do trabalho, por volta das 18 horas”, explicou.

O parlamentar fez algumas sugestões ao Poder Executivo através do setor de trânsito. Por exemplo, a colocação de placas indicativas desde a altura da sede da Coden Ambiental. “Pra quem quiser subir já ir na (Rua) Alvina Maria Adamsom”, mencionou. Além disso, alternativas pela Rua Sigesmundo Andermann. “Faz uma mão só”, disse.

“É gente de Sumaré, Campinas, de Santa Bárbara, Americana, eles não conhecem a cidade (de Nova Odessa)”, ponderou Bichof. “Faça uma mão só subindo e outra só descendo, já tira até o trânsito da (Rua) Ernesto Sprogis e faz o fluxo seguir”, acrescentou. Bichof pede sincronia no trânsito. “No horário de pico está horrível”, criticou.

O vereador ainda contestou o andamento da obra. “É uma máquina só trabalhando. Um Corredor Metropolitano, que passa diariamente mais de 40 mil veículos, pouco”, apontou. “A máquina vai e carrega só um caminhão por vez. É uma obra de importância, de velocidade”, emenda Bichof. “E ainda nos disseram que o trabalhador chega lá 8h30, 9 horas da manhã”, frisa.

Bichof afirmou que as sugestões são para amenizar o transtorno aos moradores. “Vamos ficar esperando quanto tempo ali?”, questiona. “Os carros passando pelos bairros, atrapalhando os moradores que não tem nada a ver”, ressaltou o vereador. “Não estou aqui pra arrumar confusão, mas pra cobrar solução”, completa.

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