Setembro marca o início de uma janela importante para pequenas e médias empresas que ainda não começaram a planejar 2027. Com quatro meses até o próximo ano, decisões como contratar, investir, expandir ou rever metas exigem projeções e tempo para avaliar diferentes cenários.

Um levantamento realizado pela JM Consultoria com 356 PMEs mostra que 94% das empresas analisadas não possuem um orçamento anual com previsão de receitas, despesas e investimentos.

Sem essa projeção, decisões para o próximo ano podem ser tomadas sem uma visão clara dos recursos disponíveis e das prioridades do negócio. É por isso que antecipar o planejamento pode fazer diferença.

Setembro já é hora

“A hora de fazer o planejamento de 2027 não é em janeiro, quando o ano já começou, nem em dezembro, quando o foco já está no fechamento do ano, festas e recessos. Setembro é um bom momento porque um planejamento bem feito leva tempo, envolve várias áreas da empresa, exige discussões, simulações de resultados, ajustes e aprovações”, explica Rafael Gomes Martins, diretor comercial da JM Consultoria.

 

Planejar vai além de prever vendas

Um dos erros mais comuns é olhar apenas para o faturamento. Para construir um orçamento, é preciso considerar também custos, despesas, impostos, pessoas, investimentos, fluxo de caixa e margem de lucro.

Setembro

“O orçamento financeiro é uma das bases do planejamento estratégico. É nele que todo o planejamento se transforma em números: projeção de vendas, impostos, custos, despesas, estrutura de pessoas, capacidade produtiva, investimentos e, no final, o lucro esperado”, afirma Rafael.

 

Isso significa que vender mais não necessariamente representa um resultado melhor. O crescimento precisa vir acompanhado de uma estrutura capaz de sustentá-lo e de uma margem que mantenha a operação saudável.

 

Para 2027, também é importante considerar diferentes cenários. Mudanças na economia, novos concorrentes, tecnologia, comportamento do consumidor e os impactos da Reforma Tributária podem alterar as projeções ao longo do ano. A avaliação dos efeitos específicos para cada empresa deve ser feita com o apoio de um contador.

 

Três passos para começar

Para as PMEs que ainda não iniciaram o planejamento de 2027, a recomendação é começar pelo básico:

 

1 – Projetar as vendas: estimar quanto a empresa pretende vender ajuda a definir a estrutura necessária para alcançar esse resultado.

 

2 – Dimensionar a operação: avaliar pessoas, materiais, máquinas, despesas e investimentos necessários para atender às vendas previstas.

 

3 – Montar o orçamento financeiro: reunir as projeções e verificar se a rentabilidade esperada está de acordo com os objetivos. Se os números não fecharem, é hora de revisar as premissas e simular outros cenários.

 

Depois de elaborado, o orçamento também precisa ser comparado com os resultados reais ao longo de 2027. Nesse acompanhamento, DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e fluxo de caixa cumprem papéis diferentes e complementares.

 

“Se a DRE é uma fotografia, o fluxo de caixa é o filme, porque mostra a dinâmica dos pagamentos e recebimentos e ajuda a antecipar necessidades de capital de giro”, resume Rafael.

 

Para quem ainda não iniciou o planejamento de 2027, a mensagem é simples: antecipar as decisões permite chegar ao próximo ano com um plano que possa ser acompanhado e ajustado ao longo do caminho.

 

Sobre a JM Consultoria

Fundada em 2005 e sediada em Americana (SP), a JM Consultoria é uma empresa de gestão empresarial especializada em planejamento estratégico, implementação e acompanhamento de indicadores de desempenho. Ao longo de mais de duas décadas, já atendeu mais de 600 organizações de diferentes setores da economia, como comércio, serviços e indústria. Com o propósito de impulsionar e transformar pessoas e negócios, a consultoria atua em quatro frentes da gestão: comercial, financeiro, processos e pessoas. Saiba mais em: https://www.jmsconsul.com.br/

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