Zumbido no ouvido: principais mitos e verdades sobre o sintoma que afeta milhões de brasileiros

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Zumbido no ouvido: mitos e verdades

Um chiado constante, um apito agudo ou até a sensação de “panela de pressão” nos ouvidos. Conhecido popularmente como zumbido, o sintoma afeta milhões de pessoas e pode impactar diretamente o sono, a concentração, a produtividade e a saúde emocional. Apesar de comum, o problema ainda é cercado de desinformação.

Segundo especialistas em Audiologia, o zumbido não é uma doença em si, mas um sinal de alerta do organismo, podendo estar relacionado à perda auditiva, exposição excessiva ao ruído, estresse, ansiedade e outros fatores de saúde.

O zumbido é um sintoma que merece atenção. Muitas pessoas acreditam que ele é normal ou que faz parte do envelhecimento, mas ele pode indicar alterações auditivas importantes e impactar significativamente a qualidade de vida“, explica Gisele Munhoes dos Santos, fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA.

Alguns dos principais mitos e verdades sobre o tema

Mito: zumbido acontece apenas em idosos

Embora o envelhecimento seja um fator de risco para alterações auditivas, o zumbido também é cada vez mais frequente entre jovens e adultos, especialmente devido ao uso prolongado de fones de ouvido em volume elevado, exposição a ambientes barulhentos e aumento dos níveis de estresse.

Verdade: estresse e ansiedade podem piorar o zumbido

Existe uma forte relação entre saúde emocional e percepção do zumbido. Situações de estresse, ansiedade e privação do sono podem intensificar o sintoma e fazer com que ele seja percebido de forma mais incômoda.

Mito: quem tem zumbido necessariamente vai perder a audição

Nem todo paciente com zumbido apresenta perda auditiva, embora os dois quadros frequentemente estejam associados. Por isso, a avaliação auditiva é fundamental para investigar a causa corretamente.

Verdade: aparelhos auditivos podem ajudar no controle do zumbido

Em muitos casos, especialmente quando o zumbido está associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos pode ajudar a reduzir a percepção do sintoma. Isso acontece porque a amplificação dos sons do ambiente estimula novamente o sistema auditivo, diminuindo o contraste entre o silêncio e o zumbido.

Além disso, algumas tecnologias auditivas já contam com recursos específicos para manejo do zumbido, como sons terapêuticos e programas personalizados.

Muitos pacientes relatam melhora importante na percepção do zumbido após a adaptação dos aparelhos auditivos. O acompanhamento individualizado é essencial para entender qual estratégia faz mais sentido para cada caso“, afirma Gisele.

Verdade: o uso excessivo de fones pode aumentar o risco

Escutar música em volume elevado por longos períodos pode causar danos às células auditivas e favorecer tanto a perda auditiva quanto o surgimento do zumbido.

Mito: não existe tratamento para zumbido

O tratamento depende da causa e pode envolver acompanhamento multiprofissional, terapia sonora, aparelhos auditivos, controle do estresse, mudanças de hábitos e acompanhamento médico e fonoaudiológico.

Atualmente, existem tecnologias auditivas e estratégias terapêuticas que ajudam o paciente a reduzir a percepção do zumbido e melhorar sua qualidade de vida. O mais importante é buscar avaliação especializada e não ignorar os sintomas“, completa a profissional.

Verdade: hábitos do dia a dia podem influenciar

Verdade. Sono inadequado, consumo excessivo de cafeína, álcool, cigarro e exposição frequente ao ruído podem contribuir para piorar o desconforto em algumas pessoas.

Quando procurar ajuda?

Especialistas recomendam procurar avaliação médica e audiológica sempre que o zumbido:

  • surgir de forma repentina;
  • persistir por vários dias;
  • vier acompanhado de perda auditiva ou tontura;
  • interferir no sono ou na rotina;
  • acontecer após exposição intensa ao ruído.

O diagnóstico precoce pode ajudar a identificar alterações auditivas antes que avancem e permitir um tratamento mais eficaz.

 

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