O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio a um escândalo bancário que provocou uma crise política no país e levou o Congresso a aprovar a abertura de um processo de impeachment contra ele.
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O caso envolve o Banco Ueno, maior instituição digital do Paraguai, cuja dissolução foi determinada pelo Banco Central após a identificação de problemas graves de solvência. A ligação de Peña com o banco aumentou a pressão sobre o governo: o presidente foi acionista do Grupo Vázquez, holding ligada ao controle da instituição, até março de 2025.
Peña e Banco Central
A crise também atingiu a cúpula do Banco Central. Carlos Carvallo, que presidia a autoridade monetária desde 2023, deixou o cargo. Antes de assumir a função, ele havia comandado o Banco Ueno, colocando ainda mais integrantes do alto escalão financeiro no centro da crise.

O Ministério Público investiga suspeitas de irregularidades na gestão do banco e na concessão de empréstimos a empresas ligadas ao grupo controlador. Dois dirigentes da instituição foram alvo de pedidos de prisão, enquanto as apurações buscam esclarecer possíveis prejuízos ao patrimônio do banco.
O pedido de impeachment contra Peña foi apresentado por 35 deputados. Com a renúncia, o vice-presidente Pedro Alliana assume o governo, enquanto o Congresso deve analisar formalmente o pedido de saída do presidente.
Fernanda Daniel | Novo Momento
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